Procon demite 60 funcionários e contrata eleitorado de Galba Novaes

Em uma reportagem veiculada pelo jornal A Notícia em abril deste ano, funcionários do Instituto de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) denunciaram o atraso dos pagamentos na gestão de Galba Netto (MDB), atual gestor do Procon Alagoas. Após reclamação feita ao jornal, recebemos a informação na última semana, que Galba Netto acertou o pagamento com os 115 estagiários, que estavam há cerca de dois meses sem receber.

A assessoria do Procon teria informado, que o atraso salarial era atípico e resolveu o problema em poucos dias. Os pagamentos referentes ao mês de abril foram prometidos até o dia cinco de maio, prazo previsto em lei. Já a suposta demissão de funcionários foi confirmada ainda na noite da última quinta-feira, 3. Cerca de 60 pessoas perderam seus postos de trabalho para dar lugar a novos 40 funcionários contratados na mesma semana. Ainda segundo denúncia, essas pessoas seriam escolhidas para favorecer o deputado estadual Galba Novaes (MDB) nas eleições deste ano, descartando a hipótese de que as demissões seriam uma forma de contenção de gastos.

Segundo uma fonte que preferiu não se identificar, a mudança de regime que promoveu o Procon de superintendência à autarquia tornou o órgão ideal para um “político de carreira”, pois só em alguns setores são exigidos a aplicação de concurso. “ Aqui não há limites para empregar estagiários. A família Novaes não para de demitir os antigos para colocar os deles todos os dias”, revelou.

Por conta dessas mudanças, os trabalhadores alegam que se sentem humilhados por serem da gestão anterior. Para eles, tudo não passa de uma questão eleitoral, onde supostamente quem não tem acordo de votação, perde o emprego. O suposto esquema funcionaria de modo que os políticos entrariam na instituição para fazer propaganda para Galba Netto, e empregar os eleitores de seu pai, deputado Galba Novaes.

Das demissões, apenas duas pessoas foram mantidas. Segundo informou a fonte, esses funcionários antigos têm parentesco com políticos. Seria uma prima de primeiro grau do governador Renan Filho, acusada de agir de forma grosseira com estagiários, na frente de outros funcionários. Ela também estaria forçando os aprendizes a viajar para ações do governo presente sem pagar diárias, além de alocar trabalho nos fins de semana.

O outro funcionário mantido seria filho de um procurador. De acordo com fontes, ele seria o responsável pelas demissões no órgão. Uma relação teria sido lida em cada setor, informando  o nome de quem estava demitido, estando nessa lista dois dos mais antigos colaboradores do jurídico.

O jornal também foi informado que outras duas funcionárias remanescentes da gestão anterior foram mantidas. Elas costumam constranger estagiários, por meio de um grupo no WhatsApp com o aval do chefe de gabinete, Alan Pierre. Há rumores que o próximo passo da gestão é levantar “fundos para a campanha do Galba pai” através dos fornecedores.

Instituição estaria supostamente parada, diz denúncia

Uma nova denúncia que partiu de dentro da instituição revelou que o Procon Alagoas, está parado desde a posse do Galba Neto, não tendo produção nem arrecadação. O atendimento ao público também está sendo realizado de forma parcial, deixando os processos pela metade.

Na primeira reportagem veiculada, o instituto teria pedido ao governo estadual complemento em sua verba para o pagamento dos salários atrasados. A medida, no entanto, foi considerada desnecessária pelos trabalhadores que foram pagos com o dinheiro que já estava na conta do Procon, dando a entender que Galba só estaria usando a prerrogativa para pressionar o governador. 

Braço direito de Galba Netto já foi acusado de golpe

Um bloco de carnaval no bairro do Benedito Bentes prejudicou a credibilidade do atual chefe de gabinete do Procon Alan Pierre, em 2006. Quem comprou os abadás para o bloco “Tô nem aí” recebeu um calote de Pierre, que fugiu com todo dinheiro sem promover o prometido show. Na época, Alan era um dos líderes comunitários do bairro. A população revoltada ameaçou atear fogo a casa de Pierre.

 

 

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