BOMBÁSTICO – Advogada revela a face suja da justiça de Alagoas

A advogada Adriana Mangabeira, que foi chamada de vagabunda pelo ex-presidente do Tribunal de Justiça Tutmés Airan luta pela sua honra.

Em depoimento prestado no Superior Tribunal de Justiça (STJ), ela conta que seu trabalho honesto como advogada enfureceu o desembargador.

Na trama, honorários resultados de uma ação da Braskem. Adriana Mangabeira, hoje, teme pela própria vida e diz que já foi perseguida e ameaçada. À Corte, denunciou ter sido abordada por um suposto interlocutor de Tutmés, com a informação de que o desembargador lhe daria sentença favorável.

Em troca, a advogada teria o pagamento de R$ 30 mil ou da metade do valor da causa em que a denunciante pedia o recebimento de seus honorários de R$ 800 mil por serviços prestados à Braskem. Foi ao negar ao acordo que sua vida tornou-se um inferno.

Até agora, o desembargador acusado de chamar a advogada de “vagabunda” não sofreu nenhuma punição. E para piorar, estranhamente na semana passada a competente Ministra Corregedora Nacional Maria Teresa de Assim Moura averbou-se suspeita de julgar a Reclamação Disciplinar 0005990-06.2017.2.00.000.

Adriana Mangabeira luta em causa própria. Como defesa, Tutmés Airan declarou que a advogada estaria mentindo e que só sabe “jogar lama nas pessoas”. Sobre as ameaças, Adriana diz que “está vivendo um inferno da República de Alagoas”.

Na audiência, ela entregou as provas originais que poderão condenar o desembargador.

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