MORTE DE SÍLVIO VIANNA – Ex-tenente condenado por morte de tributarista volta para trás das grades

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Foi recapturado na manhã de quinta-feira, 1, o ex-tenente José Luiz da Silva Filho para cumprimento de sentença definitiva até o dia 13 de novembro de 2040. O pedido de prisão foi do juiz Geraldo Cavalcante Amorim. Ele é acusado de matar o tributarista Sílvio Vianna, executado a tiros, em 28 de outubro de 1996, na praia de Ipioca, litoral norte de Maceió.

Ele era considerado um dos ”homens de ouro” do então coronel Manoel Cavalcante, na época da ”gangue fardada”. Na época do julgamento do réu, em junho de 2008, Cavalcante disse que ganhou R$ 350 mil para tramar o assassinato de Silvio Vianna e acusou o ex-deputado federal e usineiro João Lyra, de ser o mandante do crime, junto com o também usineiro Nivaldo Jatobá e o empresário Flávio Orosco.

Na fita, gravada dentro do presídio Aníbal Bruno, em Recife (PE), Cavalcante disse que participaram do assassinato um oficial da PM, um soldado e um fazendeiro. No entanto, Filho teve como principal testemunha o ex-deputado estadual -já falecido – João Beltrão, que foi interrogado durante o julgamento e confirmou o álibi do réu.

Segundo o deputado, o ex-militar trabalhava para ele como segurança particular nas horas de folga do quartel da PM. Numa dessas folgas, Beltrão disse que Silva Filho passou três dias com ele em sua fazenda no município de Batalha e que na hora do assassinato do tributarista, por volta das 19 horas, estava com o réu, jantando numa churrascaria em Arapiraca, a 150 quilômetros de Maceió.

Em 2008, Silva Filho chegou a deixar o prédio do Fórum livre, acompanhado da esposa e de familiares. O ex-militar, que foi expulso da PM quando estava respondendo pela morte do delegado Ricardo Lessa, respondia em liberdade pelo crime de Silvio Vianna, porque havia um habeas-corpus a seu favor, concedido pelo Tribunal de Justiça de Alagoas.