
POLITICAGEM – Messias, uma cidade prestes a ser “saqueada”

O recém diplomado prefeito de Messias, em Alagoas, Marco Silva (PTB), já estaria envolvido em negociata e acordos altamente suspeitos para nomeações pouco ortodoxas em cargos chave no seu município. É o que está sendo falado nos bastidores da política alagoana.
Ainda conforme vozes secretas, a saúde teria sido uma das pastas que já estaria sendo negociada. Com isso, a nova secretária de Messias será uma médica que não tem qualquer ligação com a cidade. Ou talvez jamais tenha sequer transitado por lá.
“Nesta hipótese, que se dane quem apostou numa melhora da saúde na próxima gestão. O que estaria sendo considerado seria a ligação da tal nova secretária, com o grupo Abraão Moura, um cacique político conhecido nos corredores do poder como um “homem que não dá ponto sem nó””, informou escreveu o jornalista da TV Alagoana Carlos Roberts.
Outra lambança incompreensível numa explicação técnica e ás claras, seria a iminente nomeação do pregoeiro, futuro responsável pelas compras de toda prefeitura de Messias. O sujeito seria o mesmo homem que é de confiança do atual prefeito de Rio Largo, alvo de várias denúncias de irregularidades, licitações fraudulentas, sobrepreço e super faturamento.
O Ministério Público Federal é autor das denúncias e aguarda para as próximas semanas um pronunciamento da Justiça. Se mais esta especulação se confirmar, é grande a hipótese da Polícia Federal em breve bater ás portas da prefeitura de Messias para cumprimento de mandado de prisão.
Uma terceira nomeação, e esta extrapola qualquer explicação técnica ou justificativa plausível, é a do próprio genro do novo prefeito. O genro está sendo apresentado como o futuro secretário de administração e finanças. O moço, experiente instalador de internet e muito bom em subir em postes, estaria presenciando todas estas conversas em supostos acordos e portanto, pronto para subir em outras coisas. Pois mesmo sem competência técnica para o cargo, se nomeado, ele será o responsável pela execução dos contratos e pagamento das notas fiscais. E ficará tudo em casa.
“E se estes quadros se confirmarem, nos deixam três perguntas: A primeira: Porque uma mulher que sequer conhece a cidade estaria sendo nomeada para comandar a pasta da saúde? E a segunda: Porque o homem responsável pelas compras de uma das prefeituras mais denunciadas pelo MPF em Alagoas, estaria sendo trazido para fazer as compras da prefeitura de Messias? A terceira pergunta: Genro não é parente e portanto não tem nepotismo e nem suspeita em nomeá-lo?”, questionou o jornalista.


