
“VOU JUDICIALIZAR” – Cícero Almeida decide ir até as últimas instâncias para concorrer à Prefeitura de Maceió

Após notícia de que estaria fora da disputa pela Prefeitura de Maceió, o candidato, ex-deputado federal Cícero Almeida (DC), se reuniu com o deputado estadual Antônio Albuquerque, presidente do PTB em Alagoas, na tarde de sexta-feira, 2. A dupla traçou planos de como manter a candidatura de Ciço mesmo com decisão do diretório do DC de tirá-lo do páreo. “Vamos judicializar a candidatura”, declarou Almeida. “Meu registro não teve nada de errado. Vou seguir a vontade do povo”, disse.
Albuquerque é um dos apoiadores de Ciço em sua jornada de volta ao Executivo Municipal, onde Almeida já esteve por dois mandatos consecutivos. Ao A Notícia, o deputado estadual informou que, com certeza, “deve ter alguém por trás” da rasteira contra Almeida e que irá recorrer à Justiça. Segundo os bastidores da política, a desistência foi estratégica por parte do partido e não por parte de Almeida, que ficou em segundo plano. “Por mim iria até o fim, porque confio no povo maceioense e as pesquisas sérias confirmam que nossa candidatura era competitiva para chegar no segundo turno”, disse à imprensa.
A decisão sobre a retirada da candidatura já foi enviada à executiva nacional do Democracia Cristã. Almeida também informou que estava sofrendo com ameaças anônimas, que estariam o assustando. Mas o que “pegou” mesmo foi que o partido estaria mais interessado em apostar suas fichas no deputado federal JHC (PSB).
“Não tenho a mínima condição de ser candidato”, declarou a um blog quando contou que vinha sendo assediado já há alguns dias, principalmente por dirigentes do partido, Max Palmeira e Eudo Freire. Ciço ainda disse que Max Palmeira lhe entregou um documento de “renúncia” a sua candidatura a prefeito da capital.
“O presidente do partido disse que a situação é irreversível e que, agora, a decisão é nacional. Ou seja, eles realmente jogaram pesado para me tirar da disputa eleitoral. Essa decisão (de retirar a candidatura) foi do partido, e não, minha. Que isso fique bem claro. Estou com a carta-renúncia e não assinei”. Agora, Almeida e Albuquerque tentam reverter o quadro no Judiciário.


