
Presidente do TJ e servidores divergem sobre pagamentos; sindicato cobra explicações
Polêmica no Judiciário alagoano. Representantes do Sindicato dos Oficiais de Justiça (Sindojus/AL) cobraram do Tribunal de Justiça explicações acerca de crédito depositado na conta dos servidores na tarde de sexta-feira (14).
A discrepância de valores, que segundo o sindicato é absurda, tem gerado enorme insatisfação. Os pagamentos oscilaram de R$ 67 a mais de R$ 15 mil. Há também quem não tenha recebido nada.
Para Cícero Filho, presidente do Sindojus, “é óbvio que está havendo erro. Não tem sentido tamanha disparidade. O Tribunal precisa com urgência esclarecer e resolver a situação”.
Filho disse ainda que variação de valores seria normal caso houvesse a liquidação do crédito, algo que na visão do representante sindical não ocorreu, pois de acordo com cálculos elaborados ano passado a pedido do Sindojus, os valores remanescentes para Oficiais de Justiça giravam em média em torno de R$ 18 mil.
Ao ver a nota publicada no site do sindicato, o presidente do TJ-AL Otávio Praxedes reclamou apontando supostas incoerências. “Há dois meses, recebi em meu gabinete o presidente do Serjal e outros representantes. Naquele momento, pedi que apresentassem valores atualizados do passivo dos servidores no tocante ao URV”, declarou.
“Eu acredito que fiz o melhor em favor do servidores. Agi monocraticamente para pagar todo o passivo. Não fui eu que fiz esse levantamento”.


