
PLANEJAMENTO HÍDRICO – Wadson Regis propõe nova política para enfrentar seca e enchentes em Alagoas
Candidato a deputado estadual defende obras de armazenamento e prevenção para transformar a água em instrumento de segurança e desenvolvimento
O jornalista e candidato a deputado estadual Wadson Regis voltou a defender uma mudança na forma como Alagoas enfrenta os problemas relacionados à água. Para ele, o Estado precisa abandonar a lógica de agir somente depois que a população é atingida pela seca ou pelas enchentes e investir em planejamento permanente.
A avaliação ocorre diante de uma realidade que se repete em diferentes regiões alagoanas. Enquanto comunidades enfrentam períodos de escassez de água para consumo e produção, outras áreas convivem com o excesso de chuvas, alagamentos, famílias desabrigadas e prejuízos.
Na avaliação de Wadson, o contraste demonstra a necessidade de uma política pública capaz de lidar simultaneamente com os dois extremos.
“Água não é ração. Água é vida, é produção e é dignidade. Não podemos continuar tratando a falta de água apenas com medidas emergenciais, enquanto existem soluções capazes de armazená-la e garantir condições para o homem produzir e permanecer na sua terra”, afirma.
Investimento e prevenção
Entre as medidas defendidas pelo candidato está a ampliação da capacidade de armazenamento de água por meio de barragens e outras estruturas que possam ser utilizadas de acordo com as características de cada região.
Wadson também aponta a importância de estruturas de contenção nas áreas vulneráveis às enchentes. Segundo ele, obras planejadas podem contribuir para reduzir os impactos das cheias e aumentar a proteção das famílias que vivem em locais historicamente afetados.
Nas regiões mais castigadas pela estiagem, o candidato cita ainda alternativas como barragens subterrâneas, desde que tecnicamente viáveis, como ferramentas para conservar água no solo e oferecer melhores condições para a produção rural.
Para Wadson, o problema não está apenas na quantidade de água disponível, mas também na capacidade do poder público de armazená-la e administrá-la adequadamente.
“Não podemos continuar assistindo às mesmas cenas e tratando cada desastre como se fosse uma surpresa. Se sabemos onde estão os problemas e existem alternativas técnicas, a inércia dos governos deixa de ser justificável. É preciso planejamento, investimento e execução”, afirma.
Água como vetor de desenvolvimento
A proposta apresentada por Wadson não se limita ao abastecimento. O candidato considera que uma política hídrica estruturada também pode fortalecer a economia dos municípios, especialmente aqueles que dependem diretamente da atividade rural.
Para ele, garantir água significa criar melhores condições para agricultores plantarem, produtores manterem seus rebanhos e famílias permanecerem em suas comunidades.
“O cidadão não quer depender eternamente de uma solução emergencial. Ele quer abrir a torneira e ter água. O produtor quer plantar, produzir e dar água aos seus animais. E quem mora em área historicamente atingida pelas cheias quer segurança para sua família. Isso é dignidade”, destaca.
Wadson defende, portanto, que a gestão dos recursos hídricos seja tratada como uma política de Estado, com ações planejadas para o período de chuvas e para os momentos de estiagem.
Na avaliação dele, Alagoas não pode continuar repetindo um ciclo em que a água chega em excesso durante as chuvas e, meses depois, falta para atender às necessidades da população.
“Água não é ração. Água é o caminho para produzir, desenvolver e, acima de tudo, salvar vidas”, resume Wadson Regis.


