
OPINIÃO – Colunista do Extra diz que gestão JHC deixou herança de dívidas, atrasos e crise do lixo em Maceió
Artigo aponta que Rodrigo Cunha assumiu Prefeitura pressionado por terceirizados sem pagamento, fornecedores em atraso e serviços públicos comprometidos
A situação financeira da Prefeitura de Maceió voltou a ganhar destaque após publicação de um colunista do Extra, que afirma que a administração de Rodrigo Cunha herdou uma estrutura marcada por dívidas, atrasos e dificuldades para manter serviços essenciais funcionando.
No artigo “O risco de Rodrigo Cunha”, o colunista Gabriel Mousinho sustenta que os problemas começaram a aparecer logo após JHC deixar o cargo para disputar o Governo de Alagoas. Segundo o texto, o cenário encontrado pela nova gestão inclui atrasos salariais de trabalhadores terceirizados, pendências com fornecedores e falhas em contratos importantes da administração municipal.
A publicação destaca que a crise atingiu diretamente a coleta de lixo da capital. Com paralisações de trabalhadores ligados às empresas responsáveis pelo serviço, ruas e avenidas registraram acúmulo de resíduos e entulhos, aumentando as reclamações da população.
O texto cita ainda ação da Defensoria Pública que aponta dívidas de R$ 50,8 milhões da Prefeitura com as empresas Via Ambiental e Naturalle, responsáveis pelos serviços de limpeza urbana. Parte desse passivo teria sido formada ainda durante a gestão de JHC.
Para evitar a interrupção de contratos e serviços, a Prefeitura precisou abrir crédito suplementar superior a R$ 14 milhões, incluindo R$ 2,7 milhões destinados à Alurb para custear despesas relacionadas à limpeza urbana.
Outro ponto mencionado pelo colunista do Extra é o pedido encaminhado à Câmara Municipal para autorização de até R$ 500 milhões em empréstimos, medida que ampliou os questionamentos sobre a saúde fiscal da Prefeitura após a saída do ex-prefeito.
A publicação também destaca que centenas de cargos comissionados permaneceram vagos, o que teria contribuído para aumentar a desorganização administrativa e dificultado o funcionamento de setores da Prefeitura.
Embora JHC tenha deixado o cargo afirmando sair com a “sensação de dever cumprido”, o surgimento de atrasos, dívidas, paralisações de terceirizados e problemas em serviços essenciais reacendeu o debate político sobre o legado financeiro e administrativo deixado pela gestão anterior em Maceió


