
GOVERNO DE ALAGOAS – Médico alerta para risco de acidentes de trânsito durante festas juninas e jogos do Brasil
Somente no fim de semana do primeiro jogo do Brasil, o HGE recebeu 49 vítimas de acidentes de trânsito
Em cinco meses, o HGE já registra um aumento de 14,4% no número de acidentes quando comparado ao mesmo período do ano passado
Thallysson Alves / Ascom HGE
Thallysson Alves / Ascom HGE
Com a chegada das festas juninas e dos jogos da Seleção Brasileira na
Copa do Mundo de Futebol, períodos tradicionalmente marcados por deslocamentos,
confraternizações e aumento do fluxo de veículos, o diretor médico do Hospital
Geral do Estado (HGE), em Maceió, Miquéias Damasceno, alerta à população sobre
a importância da prevenção dos acidentes de trânsito. De janeiro a maio deste ano,
já foram acolhidas 2.694 vítimas, o número representa um aumento de 14,4% em
relação ao mesmo período do ano passado, quando foram registrados 2.354 casos.
Entre as ocorrências contabilizadas neste ano estão o atendimento a
1.181 vítimas de colisões, 1.105 de acidentes de moto, 209 de atropelamentos,
149 de acidentes de bicicleta e 50 de capotamentos. No mesmo período de 2025,
foram atendidas 1.076 pessoas feridas em colisões, 935 em acidentes de moto,
163 em atropelamentos, 132 em acidentes de bicicleta e 48 em capotamentos.
Os números anuais também demonstram crescimento. Em 2025, o HGE atendeu
5.943 vítimas de acidentes de trânsito, sendo 2.651 de colisões, 2.429 de
acidentes de moto, 421 de atropelamentos, 306 de acidentes de bicicleta e 136
de capotamentos. Em 2024, foram 5.525 atendimentos contabilizados, sendo 2.524
por colisões, 2.113 por acidentes de moto, 458 por atropelamentos, 278 por
acidentes de bicicleta e 152 por capotamentos.
Período de atenção
O período de atenção coincide com eventos que costumam elevar a circulação
de pessoas nas vias urbanas e rodovias. Somente no fim de semana do primeiro
jogo do Brasil, o HGE recebeu 49 vítimas de acidentes de trânsito.
“Esses dados aumentam uma preocupação que ultrapassa os limites
estaduais. Segundo a OMS [Organização Mundial da Saúde], cerca de 1,19 milhão
de pessoas morrem anualmente em decorrência de acidentes de trânsito em todo o
mundo, enquanto entre 20 milhões e 50 milhões sobrevivem com diferentes tipos
de lesões, muitas delas incapacitantes”, alertou o diretor médico do HGE.
No Brasil, os acidentes também representam um grave problema de saúde
pública. Além das perdas humanas, os acidentes geram impactos sociais,
emocionais e econômicos. As vítimas podem enfrentar longos períodos de
internação, cirurgias, reabilitação física e psicológica, afastamento do
trabalho e redução da qualidade de vida. Para as famílias, muitas vezes há
mudanças na rotina, perda de renda e necessidade de cuidados permanentes.
“A Rede Estadual de Saúde Pública também sente diretamente os reflexos
desse cenário. O aumento da demanda por atendimentos de trauma exige equipes
multiprofissionais, salas cirúrgicas, leitos de enfermaria e de terapia
intensiva, além de recursos diagnósticos e terapêuticos que poderiam estar
disponíveis para outras necessidades assistenciais”, acrescentou o diretor
médico do HGE.

Fatores de risco
Entre os principais fatores associados aos acidentes estão o consumo de
bebidas alcoólicas antes de dirigir, o excesso de velocidade, o uso do celular
ao volante, ultrapassagens indevidas, desrespeito à sinalização e a falta de
equipamentos de segurança, como capacetes e cintos de segurança. A OMS destaca
ainda que motociclistas, ciclistas e pedestres estão entre os usuários mais
vulneráveis das vias.
“Para reduzir os riscos, pedimos aos motoristas e motociclistas que
adotem medidas simples, mas essenciais. Nunca dirigir após consumir bebida
alcoólica, respeitar os limites de velocidade, evitar o uso do celular durante
a condução, utilizar sempre cinto de segurança e capacete afivelado
corretamente, realizar a manutenção preventiva dos veículos, respeitar a
sinalização e a distância segura entre os veículos, planejar deslocamentos com
antecedência e redobrar a atenção em áreas de grande circulação de pedestres”,
enumerou o especialista.
Miquéias Damasceno salienta que a prevenção continua sendo a forma mais
eficaz de evitar lesões graves, sequelas permanentes e mortes. Em períodos de
celebração, a escolha mais segura é associar diversão e responsabilidade,
garantindo que todos retornem para casa em segurança.
“O HGE sempre vai estar pronto para toda a população alagoana, porém
temos que ter cuidado durante esses períodos festivos, principalmente durante
esse período de Festas Juninas e Copa do Mundo. Nesta sexta-feira vamos todos
torcer pelo Brasil, teremos várias festas juninas durante o resto do mês, mas
temos que ter consciência. Se for beber, não dirija. Procure outros meios
alternativos para chegar à sua residência”, reforçou o diretor médico do HGE.
FONTE: Governo de Alagoas




