GOVERNO DE ALAGOAS – Atendimentos por acidentes com motos crescem no Hospital de Emergência do Agreste

A média diária de vítimas passou de 21,6, em 2023, para 25,8 em 2025

HEA registrou 42.010 atendimentos a vítimas de acidentes de transporte entre 2023 e 2025

Tony Medeiros

Tony Medeiros / Ascom HEA

O número de
atendimentos a vítimas de acidentes com motocicletas no Hospital de Emergência
do Agreste (HEA), em Arapiraca, apresentou crescimento nos últimos três anos,
segundo boletim divulgado nesta sexta-feira (12) pelo Serviço de Epidemiologia
Hospitalar da unidade.

 

A média
diária de vítimas passou de 21,6, em 2023, para 25,8 em 2025, evidenciando a
tendência de alta e reforçando o alerta para a adoção de medidas preventivas.

 

Referência
em urgência e emergência para a II Macrorregião de Saúde de Alagoas, que
abrange 46 municípios do Agreste, Sertão e Baixo São Francisco, o HEA registrou
42.010 atendimentos a vítimas de acidentes de transporte entre 2023 e 2025.
Desse total, 25.930 envolveram motocicletas.

 

No mesmo
período, o Serviço de Epidemiologia Hospitalar contabilizou 19.658 notificações
de Doenças e Agravos de Notificação Compulsória (DNC). Os dados são
encaminhados à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e ao Ministério da Saúde,
servindo de base para o planejamento de políticas públicas voltadas à prevenção
de doenças e redução de acidentes.

 

De acordo
com a assistente social e coordenadora do serviço, Ana Lúcia Alves, o boletim
tem o objetivo de dar transparência às informações e subsidiar ações dos
gestores. “O boletim mostra o trabalho desenvolvido pelo serviço e
disponibiliza dados que ajudam os municípios a planejar ações e políticas
públicas voltadas à melhoria desses indicadores”, explicou.

 

Animais
peçonhentos e violência

 

Entre os
agravos mais notificados estão os acidentes por animais peçonhentos, que
somaram 6.670 registros no período. Os escorpiões lideram os atendimentos, com
média de cinco casos por dia.

 

O boletim
também destaca os casos de violência interpessoal e autoprovocada, que
totalizaram 4.999 notificações entre 2023 e 2025. Quase metade dessas
ocorrências está relacionada a tentativas de suicídio.

 

Outro dado
preocupante diz respeito às intoxicações exógenas, que somaram 3.666
notificações. Em 66% dos casos, os medicamentos foram identificados como agente
tóxico, com indícios de associação a tentativas de suicídio.

 

Alerta para
prevenção

 

Para Ana
Lúcia Alves, os dados evidenciam a necessidade de atenção permanente por parte
dos gestores públicos, especialmente em áreas como saúde mental, acidentes com
animais peçonhentos e agressões por animais domésticos.

 

“Quando
essas informações são disponibilizadas, os municípios podem acompanhar os
indicadores, realizar análises e desenvolver ações de prevenção voltadas para
cada realidade. O objetivo é reduzir esses agravos e melhorar a qualidade de
vida da população”, destacou.

 

As agressões
por cães e gatos resultaram em 3.872 atendimentos antirrábicos no período, com
aumento no último ano analisado.

 

Já os
acidentes de trabalho graves somaram 311 notificações, enquanto os casos de
exposição a material biológico totalizaram seis registros. Segundo a equipe
técnica, esses números podem ser ainda maiores devido à subnotificação,
especialmente em atividades informais.

 

O boletim
também aponta a ocorrência de outras doenças de notificação compulsória, como
tuberculose, com 14 casos confirmados, e dengue, com 12 registros no período
analisado.

 

Com média
anual de cerca de 6.600 notificações, o trabalho do Serviço de Epidemiologia
Hospitalar permite monitorar os principais agravos atendidos na unidade e
orientar ações estratégicas na área da saúde.

 

Ana Lúcia
Alves reforçou que, além da notificação e investigação dos casos, o serviço
atua no monitoramento contínuo e no controle de possíveis surtos no ambiente
hospitalar. “As informações também ficam disponíveis para consulta pelos
municípios por meio do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan),
que auxilia no acompanhamento da situação epidemiológica e no planejamento das
ações de saúde”, concluiu.


FONTE: Governo de Alagoas

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