
Edson Boaro ganha força na Ponte Preta e encara desfalques na Série B
Campinas, SP, 03 (AFI) – A busca da Ponte Preta por um novo comandante completou 10 dias de impasse total após a saída de Rodrigo Santana. Diante de uma severa crise financeira e de um mercado escasso, a diretoria alvinegra acumulou negativas de nomes como Umberto Louzer, Roger Silva, Claudinei Oliveira, Márcio Zanardi e Danilo Andrade.
Sem dinheiro para investimentos pesados, a cúpula do Majestoso decidiu não se precipitar e resolveu dar voto de confiança ao interino Edson Boaro.
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VAI FICAR?
Ao que tudo indica, o auxiliar permanente comandará a equipe na beira do gramado contra o Cuiabá, na próxima terça-feira (09), em Campinas. A direção também cogita mantê-lo para o embate contra o Juventude, no dia 14, adotando uma postura de avaliação semana a semana.
“Não conversei sobre permanência com a diretoria. Fui chamado para uma emergência neste jogo. Não pensei no meu futuro em nenhum momento. Meu foco foi 100% voltado para o jogo contra o Botafogo, mas agora isso está nas mãos da diretoria”, explicou Boaro.
“Tenho muito prazer de trabalhar na Ponte como treinador. Cheguei aqui com 15 anos como atleta, saí com 24 e voltou ao clube que me formou para a vida. Foi graças à Ponte que joguei em grandes clubes, disputei uma Copa com a Seleção e formei minha carreira. Então, estou aqui para ajudar. É preciso avaliar o planejamento, a aceitação e todo o cenário que envolveria uma sequência. Vamos ver o que a diretoria pensa”, completou o comandante.
DOR DE CABEÇA NO ATAQUE
Enquanto a alta cúpula tenta concentrar esforços na quitação dos salários atrasados do elenco, Edson Boaro iniciou os trabalhos táticos visando a 12ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. A missão do treinador, porém, começou com problemas de peso: ele terá duas baixas forçadas para montar o setor ofensivo da Macaca.
O atacante Diego Tavares cumpre suspensão automática após ser expulso por desferir uma cotovelada no empate sem gols contra o Botafogo-SP. Outro desfalque certo é Luís Phelipe, que levou o cartão vermelho direto mesmo estando no banco de reservas, punido por reclamar de forma acintosa contra a arbitragem de Edina Alves Batista em um pênalti não marcado.

BRIGA DIRETA NO Z4
O confronto contra o Dourado no Moisés Lucarelli ganhou contornos de verdadeira decisão. Vinda de um incômodo jejum de cinco exibições sem vitória, a Ponte Preta amarga a vice-lanterna da competição nacional, posicionada na 19ª colocação com apenas oito pontos somados.
Apesar do ambiente turbulento, o elenco se apega à matemática do torneio: a distância para o primeiro clube fora da zona de rebaixamento é de apenas dois pontos, fazendo com que o triunfo dentro de casa seja o combustível ideal para iniciar a reabilitação na Série B.
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FONTE: Futebol Interior









