Treinador Rodrigo Santana comete um erro atrás do outro

Cachoeira “deitou e rolou” no Brinco de Ouro – Foto: Raphael Silvestre/Guarani

Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 3 (AFI) – Bastava a cartolada do Amazonas verificar o fraco trabalho do treinador Rodrigo Santana, na Ponte Preta, para se desconfiar, de imediato, que não seria bem-sucedido no comando da agremiação.

Sim, é inegável que o descontrole administrativo-financeiro da Ponte Preta contribuiu para a queda de rendimento da equipe nesta Série B do Brasileiro.

Entretanto, uma avaliação criteriosa dos fatos serviria para a lógica constatação dos incontáveis erros cometidos pelo profissional, e mostrado com clareza nesse espaço.

Ratifiquei que, apesar da nulidade ofensiva da Ponte Preta, Luís Philipe não tinha camisa no time.

GAROTO MIGUEL

Reafirmei que o pouco tempo do garoto Miguel em campo havia sido melhor do que o titular Pottker.

As trocas sucessivas na lateral-direita, sem que definisse aquele que supostamente se ajustaria melhor à posição, também foi alvo de meus comentários.

Aí ele colocou o lateral-esquerdo Porfírio contra o CRB, sem diagnosticar o atual estágio físico do atleta, que nem na marcação – onde apresenta melhor desempenho – correspondeu.

Isso no quesito diagnóstico técnico-físico do atleta.

Quanto ao aspecto tático, viu-se raras incursões bem-sucedidas da equipe pontepretana pelos lados do campo.

Como justificar a desconcentração de zagueiros em bola aérea nas cobranças de faltas e escanteios.

Série C - Brasileiro - 2026
Guarani goleou Amazonas graças à fé e à fragilidade do adversário.
Foto: Raphael Silvestre – Guarani FC

PEITO ABERTO

Por desconhecimento desse histórico do treinador na passagem pela Ponte Preta, cartolas do Amazonas ‘engoliram’ o argumento que a culpa da péssima campanha por aqui se restringia apenas a salários atrasados.

O retrospecto do Amazonas nos últimos quatro jogos, que antecederam o confronto com o Guarani, já era decepcionante.

Dos 12 pontos então em disputa, o clube havia conquistado apenas um.

Aí, Rodrigo Santana inventou de encarar o Guarani de ‘peito aberto’ – coisa que nem o Ituano fez -, e deixou o seu sistema defensivo vulnerável, resultando no clube ter sofrido a maior goleada nos últimos oito anos: (5 a 0).

Se até fisicamente o Amazonas já havia mostrado notória queda de rendimento, era prenúncio que deveria se precaver para evitar o pior.


FONTE: Futebol Interior

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