SEGURANÇA PÚBLICA – Paulo Dantas responde a declarações sobre criminalidade e recorda histórico partidário de JHC

Governador de Alagoas exibe redução de mortes violentas e lembra que estado liderava estatísticas de homicídios sob a gestão de Teotônio Vilela Filho, mesma sigla de seu adversário político

O governador de Alagoas, Paulo Dantas, filiado ao MDB, rebateu de maneira incisiva as falas do ex-prefeito de Maceió e pré-candidato ao Executivo estadual, JHC, do PSDB, a respeito dos indicadores de segurança local. O oponente havia afirmado publicamente que a unidade federativa ocuparia a quarta posição entre as mais perigosas do país. Em resposta, o atual mandatário utilizou dados oficiais para apontar que o topo desse índice nacional foi atingido exatamente no período em que o grupo de seu detrator comandava o Palácio República dos Palmares.

 

O recorte temporal referenciado abrange os mandatos de Teotônio Vilela Filho, o qual administrou a região entre 2007 e 2014, época em que o território alagoano ostentava a primeira posição em assassinatos no Brasil, enquanto a capital figurava entre as localidades mais letais do mundo. A comparação atinge diretamente o ex-prefeito, que atualmente preside o diretório estadual da legenda tucana.

Durante entrevista coletiva ao lado da cúpula da Segurança Pública, Dantas detalhou o balanço dos primeiros cinco meses deste ano. Conforme o levantamento do Núcleo de Estatística e Análise Criminal, este intervalo representa a fase de menor incidência de crimes fatais desde a implementação do monitoramento padronizado, em 2012.

No acumulado atual, o estado obteve uma diminuição de 63,6% no número de Crimes Violentos Letais Intencionais se avaliado sob a mesma ótica daquele ano base, quando foram notificadas 1.000 ocorrências ante as 364 recentes. O mês de maio consolidou-se como o momento de maior retração na série histórica, computando 73 óbitos, o equivalente a um recuo de 20,7% em relação à temporada anterior.

A dinâmica de arrefecimento da criminalidade também alcançou os principais centros urbanos e o interior. Maceió computou 134 mortes até maio, uma baixa significativa frente ao ciclo passado e uma diferença expressiva se confrontada com os 392 registros de catorze anos atrás. Em Arapiraca, as notificações caíram para 27 casos. O documento técnico destacou ainda a completa ausência de feminicídios em abril e maio em todo o estado.

Adicionalmente, 21 municípios ultrapassaram a marca de duzentos dias sem assassinatos, com ênfase para Paulo Jacinto, seguido por Jacaré dos Homens, Pariconha, Mar Vermelho e Cacimbinhas. O secretário executivo da pasta, Patrick Madeiro, citou o avanço em cidades historicamente complexas, a exemplo de Rio Largo, que alcançou 66 dias ininterruptos sem ocorrências letais.

A agenda governamental também serviu para anunciar homenagens aos profissionais da linha de frente. O chefe do Executivo confirmou a entrega da Medalha do Mérito Marechal Deodoro da Fonseca aos policiais envolvidos na operação ocorrida na Praia do Francês. A ação resultou na morte de Paulo Donizetti, classificado pelas autoridades como o maior assaltante de bancos do país, após o indivíduo reagir à ordem de prisão.

O administrador estadual defendeu que o foco prioritário das verbas se concentra no capital humano, oficializando a convocação de 120 novos delegados oriundos do cadastro de reserva para ampliar os quadros da corporação. Ao finalizar a apresentação, o secretário de Estado da Segurança Pública, Flávio Saraiva, atribuiu os saldos positivos ao trabalho conjunto das polícias, pontuando que a inteligência e a operação coordenada guiam a atuação institucional no estado.

 

 

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