
Ação na Justiça pede afastamento de presidente da Ponte Preta
Campinas, SP, 26 (AFI) – A vida fora de campo segue agitada no Moisés Lucarelli. Na tarde desta terça-feira (26), está sendo protocolada uma ação na Justiça por um grupo de oito conselheiros da Ponte Preta que pede o afastamento imediato do presidente do clube, Luiz Antônio Alves Torrano.
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O processo, movido pelos advogados Reginaldo Ezarchi e João Felipe Artioli, se apoia no argumento de “evidente probabilidade do direito e do risco de danos institucionais, estatutários e associativos de difícil reparação”.
SAÍDA E REINTEGRAÇÃO AO CONSELHO
Os advogados também apontram que o presidente, que era copnseleheiro nato, pediu renuncia de sua posição em em 2021 e em janeiro de 2023 foi reinserido no quadro de associados, diante do pedido do atual vice-presidente e diretor de futebol, Marco Antônio Ebverlin, que na época ocupava a cadeira de presidente do clube, ao Tagino Alves dos Santos, presidente do Conselho Deliberativo naquele momento.
“Torrano jamais poderia ter sido conduzido à presidência, cargo que começou a exercer em janeiro deste ano, uma vez que em 2021 protocolou pedido formal e irrevogável de exclusão à condição de Conselheiro Nato Titular e foi excluído dos quadros associativos da Ponte Preta. O pedido foi recebido, acolhido e deferido em outubro daquele mesmo ano pelo presidente do conselho, Tagino Alves dos Santos, que inclusive disse que o recebia ‘com dor no coração’, mas registrou tratar-se de pedido contra o qual não haveria argumento, reconhecendo ainda seu caráter irrevogável”, pontua Artioli.
MAIS DA AÇÃO
Na ação, os advogados dos conselheiros também solicitam, entre outras medidas, a anulação da candidatura de Luiz Torrano e o reconhecimento da irregularidade de sua condição associativa junto à Ponte Preta. O pedido inclui ainda o afastamento definitivo do dirigente, a transferência interina da presidência ao atual vice-presidente Marco Eberlin e a readequação das listas de Conselheiros Natos Titulares e Suplentes do clube, além da revisão da ordem sucessiva dos associados contribuintes.
Assinam o processo os conselheiros Joaquim Ferreira, Décio Sirbone Jr., Maurilei Pereira, Leonardo Gomes Pereira, Gustavo Valio, Eduardo Matias, Angelo Scaglione e Nivaldo da Paixão.
A Ponte Preta e o presidente ainda não se manifestaram.
CAOS COMPLETO
Convivendo com atrasos salariais desde o ano passado, chegando a 11 meses em alguns casos, a Macaca vive um caos administrativo sob a gestão de Luiz Antônio Alves Torrano e Marco Antônio Eberlin. O clube também lida com transfer ban, saídas de atletas, discussões internas e um distanciamento do elenco em relação à diretoria alvinegra.
PRÓXIMO COMPROMISSO
Sem treinador e muito pressionada, precisando urgentemente voltar a vencer, a Ponte Preta volta a campo na próxima segunda-feira (1), às 19h, no estádio Moisés Lucarelli, contra o Botafogo, pela 11ª rodada da Série B.
Será um duelo paulista e com dois times dentro do Z4 e ameaçados pelo rebaixamento. A Ponte Preta em penúltimo lugar, com sete pontos, e o Botafogo em 17º, com 9. O Londrina, tem oito pontos, em 18º, e o América-MG é o lanterna, com três e nenhuma vitória em 10 rodadas.
A reportagem segue sendo atualizada de acordo com o surgimento de novos fatos.
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FONTE: Futebol Interior









