
DESCASO – Lixo se acumula em Maceió em meio à greve de garis enquanto prefeitura antecipa agenda do São João
O acúmulo de lixo em diferentes bairros de Maceió em meio à paralisação de trabalhadores da limpeza urbana ampliou o debate sobre prioridades administrativas na capital justamente no momento em que a gestão municipal antecipou a divulgação da programação do São João. O contraste entre as reclamações sobre coleta de resíduos e o lançamento da agenda festiva passou a repercutir nas redes sociais e no ambiente político.
A paralisação, realizada na última sexta-feira (15), reúne garis e margaridas em defesa da aprovação do Projeto de Lei 4146/2020, que trata da regulamentação da profissão e prevê a criação de um piso salarial nacional.
Nos últimos dias, moradores passaram a relatar pontos de acúmulo de lixo em diferentes regiões da cidade. Em vídeo publicado nas redes sociais nesta segunda-feira (18), o repórter Mailson Franklin mostrou registros do bairro do Jacintinho e de outras localidades onde resíduos aparecem acumulados em vias públicas, cenário que tem gerado reclamações e preocupação entre moradores.
As informações que circulam apontam que a coleta estaria enfrentando dificuldades relacionadas a questões financeiras envolvendo empresas responsáveis pelo serviço, embora ainda não haja posicionamento oficial detalhando a situação ou confirmando a extensão dos impactos.
Enquanto moradores registravam lixo acumulado em bairros da capital, a Prefeitura de Maceió antecipou a divulgação da programação do São João. O anúncio, feito por Rodrigo Cunha e JHC, apresentou datas e atrações das festividades juninas, agenda que tradicionalmente movimenta a economia e o turismo local.
A coincidência entre os problemas na limpeza urbana e a divulgação do calendário festivo abriu espaço para críticas e questionamentos políticos sobre a capacidade da gestão de equilibrar serviços considerados essenciais e grandes eventos públicos.
Para parte dos críticos, a imagem de resíduos acumulados em alguns pontos da cidade contrasta com o ritmo de divulgação das festividades juninas. Já defensores da gestão argumentam que as áreas possuem planejamentos e fontes de recursos distintas e que uma agenda não inviabiliza a outra.
A discussão aumenta a pressão sobre a gestão municipal em um momento em que a prefeitura tenta fortalecer sua agenda de eventos e manter o São João como uma das vitrines administrativas da capital.









