
GOVERNO DE ALAGOAS – Sesau assegura rede de proteção a crianças e adolescentes vítimas de abuso e exploração sexual
De janeiro a abril deste ano, a Rede de Atenção às Violências realizou 258 atendimentos a criança e adolescentes de 0 a 17 anos
Unidades da RAV funcionam todos os dias da semana, 24 horas por dia, na capital e no interior do estado
Carla Cleto e Marco Antônio / Ascom Sesau
Ruana Padilha / Ascom Sesau
Em Alagoas, crianças e adolescentes
vítimas de abuso e exploração sexual encontram acolhimento, escuta qualificada
e atendimento especializado por meio da Rede de Atenção às Violências (RAV),
serviço vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesau). Dados divulgados
nesta segunda-feira (18) – Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração
Sexual de Crianças e Adolescentes – apontam que, de janeiro a abril deste
ano, o serviço realizou 258 atendimentos a crianças e adolescentes, de 0 a 17
anos, vítimas de abusos sexuais em todo o Estado. No ano anterior, foram
contabilizados 986 atendimentos na mesma faixa etária.
A RAV foi instituída pelo decreto
nº 89.437 de 28 de fevereiro de 2023, assinado pelo governador Paulo Dantas, e
tem como finalidade estruturar a cooperação mútua entre as instituições que
promovem a prevenção, identificação, assistência, monitoramento, avaliação e o
enfrentamento à violência. Para isso, são executadas ações que visam facilitar
o atendimento seguro e garantir assistência qualificada e não revitimizadora às
crianças e adolescentes.
“Por meio da Rede de Atenção
às Violências e nossas portas de atendimento, garantimos assistência
multidisciplinar às crianças e adolescentes alagoanos. E, nesta segunda-feira,
dia 18 de maio, quando se vive o Dia Nacional de Combate ao Abuso e
Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, queremos reafirmar nossa luta
pela prevenção e assistência às vítimas desta modalidade de violência”,
salienta gerente Operacional da RAV, Laura Oliveira.
Pontos de Atendimento
Os pontos de atendimento da Rede de
Atenção às Violências estão localizados no Hospital Geral do Estado (HGE),
Hospital da Mulher (HM) e no Complexo de Delegacias Especializadas (Code), em
Maceió. Já no interior do estado, estão localizados no Hospital Regional do
Norte (HRN), em Porto Calvo; no Hospital de Emergência do Agreste (HEA), em
Arapiraca; e no Hospital Regional do Alto Sertão (HRAS), em Delmiro Gouveia.
Eles funcionam todos os dias da
semana, 24 horas por dia, e contam com equipe multiprofissional, formada por
assistentes sociais, enfermeiros, psicólogos, ginecologistas, pediatras,
médicos peritos e policiais civis, promovendo a assistência integral em um
único espaço.
Durante o atendimento as vítimas
têm à disposição os serviços de profilaxia das Infecções Sexualmente
Transmissíveis (IST) e do Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), anticoncepção
de emergência, coleta de vestígio, aborto previsto em lei e exames laboratoriais.
Também é assegurada assessoria jurídica, grupos de apoio e acompanhamento
médico e psicossocial, por até seis meses após a violência.
Maio Laranja
A Campanha Maio Laranja visa
conscientizar e combater o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes.
Instituída pela Lei nº 14.432/2022, a mobilização concentra esforços durante
todo o mês para promover a prevenção, orientar sobre os sinais de alerta e
incentivar denúncias.
De acordo com a gerente Operacional
da RAV, Laura Oliveira, mudanças repentinas de comportamento, isolamento
social, medo excessivo, agressividade, dificuldades para dormir, queda no
rendimento escolar e tristeza constante podem ser sinais de que a criança ou o
adolescente esteja sofrendo algum tipo de violência. “Em situações de abuso
sexual, também podem ser observados conhecimento incompatível com a faixa
etária sobre sexualidade, resistência em permanecer com determinadas pessoas e
alterações no apetite e no humor”, pontua.
Laura Oliveira alerta para que
pais, responsáveis, professores e demais pessoas que convivem com a criança ou
o adolescente estejam atentos a qualquer mudança de comportamento. “Muitas
vezes, a vítima não consegue verbalizar o que está acontecendo, mas demonstra,
por meio de atitudes e emoções, que precisa de ajuda. Ao identificar qualquer
sinal, é fundamental buscar apoio especializado e acionar a rede de proteção”,
ressalta.
FONTE: Governo de Alagoas









