
Senador filipino Ronald Dela Rosa enfrenta acusações do TPI
Acusado de crimes contra a humanidade, o senador das Filipinas Ronald Dela Rosa solicitou a intervenção da população para evitar sua entrega ao Tribunal Penal Internacional (TPI), enquanto tiros eram disparados nas proximidades do Senado, na quarta-feira, 13 de setembro.
Contexto das acusações contra Dela Rosa
Ronald Dela Rosa, de 64 anos, foi chefe da Polícia Nacional durante a presidência de Rodrigo Duterte e é acusado de estar envolvido na violenta guerra às drogas que resultou em milhares de mortes. Ele nega qualquer envolvimento em assassinatos ilegais.
O TPI, que já emitiu mandados de prisão contra Duterte por sua conexão com crimes em grande escala durante essa campanha, é agora um elo central nas acusações contra Dela Rosa, responsável pelo policiamento em um período marcado por enorme repressão a supostos traficantes e usuários de drogas. A atuação de Dela Rosa incluiu o lançamento de um projeto nacional que visava neutralizar o crime relacionado às drogas, resultando em um aumento alarmante no número de homicídios. Nos primeiros meses do governo Duterte, mais de 2.000 mortes foram relatadas como parte dessa operação, sendo a maioria alegadamente decorrente de confrontos com a polícia.
As declarações de Dela Rosa durante seu tempo como chefe da polícia foram notoriedade. Ele fez promessas públicas de severidade e impunidade contra os narcotraficantes, o que choca ao ser revisitado à luz das ações letais tomadas sob seu comando. Com o passar do tempo, a situação se intensificou, e a pressão internacional sobre as violações de direitos humanos aumentou. Depois de sua passagem pela polícia, Dela Rosa se tornou diretor do Departamento Penitenciário e, posteriormente, foi eleito senador, cargo que ocupa atualmente, enquanto enfrenta a possibilidade de julgamento e consequências legais significativas.









