Sport explora as falhas defensivas da Ponte Preta e vence com folga

Barletta anotou seu quarto gol na Série B – Foto: Tiago Sousa / SCR

Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 9 (AFI) – Aonde vai parar a Ponte Preta, com derrotas & derrotas nesta Série B do Brasileiro?

Na noite deste sábado, mais uma decepção para a sua torcida, com a derrota de virada para o Sport Recife por 3 a 1, no Estádio Moisés Lucarelli.

Assim, ela voltou à zona de rebaixamento, pois o Goiás venceu o Vila Nova por 1 a 0, no clássico goiano, também neste sábado, e pulou para dez pontos, mesmo atuando com um homem a menos na metade do segundo tempo.

SPORT EXPLORA FALHAS

No futebol, na maioria das vezes o clube mais qualificado se prevalece, e não foi diferente com o Sport

Embora cumprisse suspensão imposta pelo STJD da CBF, o treinador pontepretano Rodrigo Santana repassou ao interno Gabriel Remédio a estratégia colocada em prática pelo ASA de Arapiraca, que endureceu para a equipe pernambucana.

Isso ocorreu na última quarta-feira, no conforto entre ambos pela Copa do Nordeste.

A diferença é que o ASA havia mostrado mais mobilidade no meio de campo, e sem aquelas falhas defensivas características da Ponte Preta.

O clube mandante se programou para se resguardar na medida do possível e, de posse de bola, usar velocidade pelos lados do campo.

Foi planejado liberdade para avanços do lateral-esquerdo Keyison, abrindo-se espaço para a escalação de Danilo Barcelos, com postura defensiva.

PONTE CHEGA AO GOL

A estratégia começou a mostrar praticidade com Diego Tavares levando vantagem pelo lado direito e, em um dos cruzamentos dele, a bola se ofereceu para Danilo Barcelos no segundo pau, livre de marcação.

Aí, após o cabeceio, a bola ainda resvalou no lateral-direito Madson, do Sport, antes de entrar no canto direito do goleiro Thiago Couto, aos 22 minutos.

A partir disso, o lado esquerdo da defensiva do Sport recebeu marcação mais cuidadosa e Diego Tavares foi anulado.

E, com mais posse de bola, o Sport passou a ampliar o volume ofensivo, com consequentes desarranjos defensivos do time pontepretano.

FELIPINHO EMPATA

Assim, nas esperadas incursões do lateral-esquerdo Felipinho ao ataque, houve um toque de calcanhar do centroavante Perotti, o suficiente para colocá-lo livre na área, para deslocar a bola do goleiro Diogo Silva: 1 a 1, aos 30 minutos.

Na sequência, em cruzamento casuístico direcionado à área pontepretana, Danilo Barcelos escorregou e a bola tocou no braço dele.

Houve intervenção do VAR e o pênalti foi marcado e convertido por Barletta, com chute fraco, rasteiro no canto esquerdo, aos 49 minutos.

FRACO JUSTEN

Como quem conta com o lateral-direito Justen na equipe favorece o adversário, ele ofereceu espaço pela beirada do campo para Barletta, que cruzou visando a chegada de Perotti, livre de marcação.

Assim ele teve facilidade para concluir e marcar o terceiro gol do time pernambucano, aos 14 minutos do segundo tempo.

EXPULSÃO DE MARCELO AJUL

Mesmo com a expulsão do zagueiro Marcelo Ajul, aos 23 minutos daquela fase, o Sport não correu risco, quando a Ponte Preta insistiu em cruzamentos.

Aos 35 minutos, Rodriguinho, que havia entrado no lugar de Keyison, chegou a marcar o segundo gol pontepretano, mas por intervenção do VAR foi flagrado que a bola já estava de posse do goleiro Thiago Couto quando ele chutou.

Acreditem: aos 30 minutos do segundo tempo entrou em campo Baianinho no ataque do clube campineiro.

Conforme o previsto, não acrescentou absolutamente nada, assim como Élvis, que havia entrado um pouco antes.


FONTE: Futebol Interior

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