
GOVERNO DE ALAGOAS – Ciência e tática: alunos de curso especializado conhecem a estrutura do IML de Maceió
Cooperação entre Polícia Científica, PMAL e Força Nacional permite que agentes de segurança aprofundem conhecimentos anatômicos essenciais para preservar vidas em ambiente operacional
Grupo é formado por policiais civis, penais e militares de diversos batalhões e um do Corpo de Bombeiros
Ascom / Polícia Científica
Aarão José / Ascom Polícia Científica
A
integração entre as forças de segurança pública de Alagoas ganhou um novo
capítulo técnico nesta quinta-feira (7). Alunos do 4° Curso de Controle de
Distúrbio Civil, da Polícia Militar de Alagoas (PMAL), realizaram uma imersão
técnica no Instituto Médico Legal (IML) Estácio de Lima, em Maceió. A
iniciativa buscou unir o conhecimento científico da perícia criminal à atuação
prática dos agentes que operam na linha de frente do combate à criminalidade.

O
tenente J. Costa, coordenador da turma, explicou que a capacitação está sob a
responsabilidade da Companhia de Policiamento de Choque (CPChoque). Neste
módulo, os discentes recebem treinamento de Atendimento Pré-Hospitalar Tático
(APHT), que chega à sua 71ª edição, por meio de uma parceria com a Força
Nacional de Segurança Pública, responsável por fornecer instrutores e recursos
para a atividade.
O
grupo, formado por 41 alunos, também integra policiais civis, penais e
militares de diversos batalhões e um do Corpo de Bombeiros, que buscam a
disseminação de protocolos de salvamento. Segundo o tenente, a ida ao IML
funciona como um diferencial estratégico para o aprendizado de anatomia e fisiologia
aplicadas ao contexto tático.
“Esta
etapa é de suma importância, pois permite que os discentes identifiquem na
prática tudo o que viram em sala de aula. O foco é reconhecer as principais
estruturas anatômicas que, em caso de lesões no ambiente operacional, precisam
ser tratadas imediatamente para preservar a vida dos operadores de segurança”,
explicou o oficial.

A
recepção ficou a cargo do chefe administrativo do IML de Maceió, o perito
odontolegista João Alfredo. Em uma preleção inicial, ele apresentou a
trajetória da Polícia Científica — o órgão mais jovem da segurança pública
estadual — e detalhou a dinâmica da unidade. Ele ressaltou que a ciência
pericial é um braço indispensável tanto para o sistema de justiça quanto para a
eficiência das demais corporações.
“Momentos
como este estreitam os laços entre as instituições e permitem que os policiais
compreendam o fluxo completo da investigação, desde o atendimento na rua até os
exames periciais que são realizados no IML”, pontuou João Alfredo.
A
atividade foi encerrada no setor de necropsia, onde o grupo foi recebido pela
médica-legista Fabiana Gonzalez. Ao descrever os procedimentos realizados nos
cadáveres, a perita oficial demonstrou como o exame minucioso dos ferimentos
auxilia na reconstrução da dinâmica de fatos criminais, fornecendo provas
técnicas incontestáveis para o processo judicial.
Para
o perito-geral da Polícia Científica, Kleber Santana, abrir as portas das
unidades para o treinamento de outras forças promovem a modernização e a
difusão do conhecimento. Na ponta do sistema, segundo ele, essa união resulta
em uma sociedade mais segura e em uma polícia mais qualificada para proteger o
cidadão.
FONTE: Governo de Alagoas









