
GOVERNO DE ALAGOAS – Caramujos africanos são vetores de diversas doenças, alerta bióloga da Sesau
Bruna Mesquita ressalta que o período chuvoso favorece a reprodução deste molusco terrestre
Caramujo africano é um molusco terrestre originário da África e que pode ser encontrado em Alagoas
Carla Cleto
Fabiano Di Pace / Ascom Sesau
Originário
do Leste da África e introduzido no Brasil, o caramujo africano é motivo de
preocupação para as autoridades de saúde pública. Isso porque, conforme a
bióloga da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), Bruna Mesquita, além de
causar impactos ambientais e econômicos, esse molusco terrestre transmite
doenças como a meningite eosinofílica e a angiostrongilíase abdominal.
Reconhecido
como uma das piores espécies invasoras em todo o mundo, o caramujo africano está
presente em pelo menos 23 estados brasileiros, incluindo Alagoas. Ele é
encontrado facilmente nos municípios com clima quente e úmido, principalmente
nos quintais, hortas e jardins, além dos terrenos baldios.
Bruna
Mesquita explica que o caramujo africano, cujo nome científico é Achatina
fulica, não possui predadores naturais no Brasil e, por isso, toda a atenção
deve ser redobrada. “A limpeza e o manejo correto dos quintais, jardins e
terrenos baldios representam a melhor forma de evitar a infestação deste
molusco terrestre”, orienta.
Remoção
Quanto à
remoção do local onde ele for encontrado, a bióloga da Sesau explica que este
processo pode ser feito de forma manual, desde que sejam observadas as medidas
de segurança adequadas. De acordo com ela, é necessário usar Equipamentos de
Proteção Individual (EPIs), para afastar o risco de contrair alguma doença
transmitida por ele.
“As pessoas
devem usar botas e luvas de borracha e colocar os caramujos africanos em um
recipiente, a exemplo de um balde. Na sequência, deve ser jogada água sanitária
e o recipiente deve ser fechado, deixando os moluscos por um período de 24
horas. Após esse período, eles devem ser descartados em via seca e o líquido do
balde descartado pelo sistema de esgoto”, explica Bruna Mesquita.
Contato
Em caso de
contato com o caramujo africano, a bióloga da Sesau recomenda observar o
aparecimento de sintomas como febre e mal-estar. “Caso estes sintomas
surjam após contato com esse molusco, o recomendado pelas autoridades de saúde
pública é procurar a unidade de saúde mais próxima”, salienta Bruna Mesquita.
A bióloga da
Sesau destaca, entretanto, que crianças, idosos e imunosuprimidos são mais
vulneráveis ao desenvolvimento de quadros graves das doenças provocadas pelo
caramujo africano.
“Os
moradores de residências com crianças, idosos e pessoas com problemas no
sistema imunológico devem ficar particularmente atentos à presença destes
animais e procurar atendimento médico com rapidez para garantir um diagnóstico
precoce e maiores chances de sucesso no tratamento e recuperação”, recomenda
Bruna Mesquita.
FONTE: Governo de Alagoas









