GOVERNO DE ALAGOAS – Polícia Científica participa de adesão do MPF ao projeto Banco Vermelho em Arapiraca

Iniciativa simboliza o combate ao feminicídio e à violência de gênero no estado

Aarão José / Ascom Polícia Científica

A
Polícia Científica de Alagoas marcou presença na cerimônia de adesão do
Ministério Público Federal (MPF) ao projeto Banco Vermelho, de enfrentamento ao
feminicídio e à violência contra a mulher. O evento reuniu representantes de
instituições públicas e da sociedade civil, na manhã desta terça-feira (28), na
sede Procuradoria da República em Arapiraca.

 

A
instituição foi representada pela perita criminal Isadora Davi e pelos
auxiliares de perícia Paloma Freire, Gabriel Temóteo e Lucas Cavalcante do
Instituto de Criminalística do Agreste. Mais do que um ato simbólico, a adesão
do MPF ao projeto amplia a participação das forças de segurança nas ações de
proteção das mulheres e destaca a importância da urgência de políticas públicas
integradas.

 

“A
nossa presença no evento representa o comprometimento dos servidores do
Instituto de Criminalística do Agreste e de toda a Polícia Científica com ações
de combate e prevenção da violência contra a mulher. O Instituto também se
destaca pela presença exclusiva de mulheres em cargos de chefia, valorizando a
liderança feminina dentro do órgão”, destacou Isadora Davi.

 

O
simbolismo do Banco Vermelho

 

O
projeto Banco Vermelho é uma intervenção urbana e social que busca despertar a
reflexão em espaços de grande visibilidade sobre o vazio deixado pelas vítimas
de feminicídio. O banco é um lembrete constante da necessidade de transformar a
indignação em ações efetivas de proteção, dignidade e respeito.

 

Além
da campanha, o evento contou com a exposição Mulheres Invisibilizadas, que
conta a história de 30 mulheres que desafiaram seu tempo. Mulheres que lutaram, criaram,
cantaram, amaram, sofreram, lideraram e transformaram, mas
que, por muito tempo, permaneceram nas sombras.

 

A
Ciência no combate ao feminicídio

 

Para
além da conscientização, a Polícia Científica de Alagoas desempenha um papel
fundamental e estratégico na punição desses crimes. No estado, 100% dos casos
de morte violenta de mulheres e agressões graves passam, obrigatoriamente, pela
perícia criminal.

 

Seja
por meio dos Institutos de Criminalística, que analisam o local do crime, ou
pelos Institutos Médicos Legais (IMLs) de Maceió e Arapiraca, a prova técnica é
o que garante a robustez dos inquéritos e a condenação dos agressores.

 

Em
Alagoas, o rigor nas perícias e a integração com outros órgãos da rede de
proteção têm sido ferramentas essenciais para dar celeridade às investigações.
A adesão de instituições como o MPF ao projeto Banco Vermelho amplia a rede de
apoio no enfrentamento à violência contra a mulher como um dever coletivo e
inegociável de todo o sistema de justiça e segurança do estado.


FONTE: Governo de Alagoas

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