GOVERNO DE ALAGOAS – Neurologista da Sesau explica os principais sinais do Parkinson, como diagnosticar e tratar no SUS

Lentidão, tremores, rigidez muscular, desequilíbrio, alterações na fala e na escrita são alguns dos sintomas da doença

Lentidão ao andar é o primeiro sintoma a aparecer no paciente com Parkinson

Carla Cleto / Ascom Sesau

Ruana Padilha / Ascom Sesau

A Doença de Parkinson é uma condição neurológica crônica e
progressiva que afeta principalmente os movimentos do corpo e pode impactar
diretamente a qualidade de vida dos pacientes quando não diagnosticada e
tratada adequadamente. Para esclarecer dúvidas sobre a doença, a neurologista Cícera
Pontes, da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), destaca a importância do
diagnóstico precoce e dos recursos terapêuticos multiprofissionais para
qualidade de vida do parkinsoniano.

 

A doença ocorre, segundo a especialista, por causa da
degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância
negra. Essas células produzem a substância dopamina, que conduz as correntes
nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta
os movimentos provocando os sintomas: lentidão, tremores, rigidez muscular,
desequilíbrio, além de alterações na fala e na escrita.

 

De acordo com o Cícera Pontes, o Parkinson também pode
apresentar sintomas não motores, como diminuição do olfato, constipação
intestinal, distúrbios do sono, ansiedade e depressão, que podem surgir antes
mesmo do diagnóstico. “A identificação precoce da doença depende de atenção dos
familiares que, por vezes, podem acreditar que são sintomas da velhice. Por
isso, precisamos conhecer os sinais para quando os pacientes começarem a ter
alterações entendermos que não é da velhice e procurarmos ajuda profissional
para elaboração de um diagnóstico preciso”, orientou.

 

Tremores

A neurologista da Sesau alerta que os tremores não são o
primeiro sinal da doença e não afetam todos os pacientes. “O primeiro sintoma
da doença de Parkinson é a lentidão. É um braço ou uma mão com uma redução da
capacidade motora e embora o tremor seja o sintoma mais conhecido e que mais
chama a atenção, ele não é o primeiro a surgir e, por vez, em 30% dos pacientes
não possuem o tremor. Mas percebo uma lentidão maior para realizar tarefas do
dia a dia, como se vestir, escrever ou caminhar”, explica.

 

A neurologista destaca também que a doença é mais comum em
pessoas com mais de 60 anos, mas pode ocorrer em indivíduos mais jovens, embora
com menor frequência. “A doença de Parkinson é associada ao envelhecimento, por
isso, é mais comum em pessoas acima de 60 anos, porque, quanto mais idosos
ficamos, mais temos predisposição a doenças neurodegenerativas. Entretanto,
existe o chamado “Parkinson de início precoce”, que pode surgir antes dos 50
anos e, mais raramente, aos 40 anos. Nesses casos pode haver influência
genética que pode levar ao surgimento da doença de forma precoce”, informa.

 

Diagnóstico e Tratamento

A profissional da Sesau explica que o diagnóstico da doença
é feito principalmente por meio da avaliação clínica realizada pelo
neurologista, que analisa o histórico do paciente e observa sinais
característicos durante o exame físico. “Exames complementares podem ser
solicitados para auxiliar na investigação e descartar outras doenças
neurológicas com sintomas semelhantes”, pontua.

 

Cícera Pontes ressalta que, no Sistema Único de Saúde (SUS),
os pacientes podem ter acesso ao acompanhamento médico especializado e a
medicamentos que ajudam a controlar os sintomas da doença. “O tratamento da
doença é multiprofissional e dividido entre o medicamentoso e o não
medicamentoso. Na parte clínica, feita com acompanhamento de neurologista, são
utilizados medicamentos fornecidos pelo SUS”, esclarece.

 

Já no tratamento não medicamentoso, a neurologista destaca
que é necessário o acompanhamento terapêutico, que ocorre com a fisioterapia,
fonoaudiologia e terapia ocupacional. “Essas especialidades são fundamentais
para auxiliar na manutenção da mobilidade, da fala e da independência do
paciente ao longo do tratamento”, pontuou Cícera Pontes.


FONTE: Governo de Alagoas

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