
GOVERNO DE ALAGOAS – Projeto Samu nas Escolas reduz trotes em mais de 50%
Projeto ensina sobre primeiros socorros a crianças e jovens e leva noções de cidadania a alunos do ensino médio e fundamental
Projeto Samu nas Escolas tem sido importante para conscnientizar sobre trotes, além de alunos aprenderem técnicas de como ajudar as pessoas
Arnaldo Santtos/Ascom Samu
Arnaldo Santtos / Ascom Samu
O Projeto Samu nas Escolas (PSE) tem contribuído para a
diminuição dos trotes em mais de 50%. A
afirmação é do coordenador geral do Samu de Alagoas, médico Mac Douglas de
Oliveira Lima, que destaca a eficácia do projeto. “Essas apresentações
semanais nas escolas têm reduzido, decisivamente, os trotes que recebemos
diariamente. Além disso, os assuntos abordados sobre primeiros socorros são
fundamentais para conscientizar os alunos, porque eles se tornam
multiplicadores das informações e isso ajuda toda a comunidade a se
conscientizar sobre os temas”, afirmou o coordenador.
Na última sexta-feira (24), por exemplo, o Serviço de Atendimento Móvel
de Urgência (Samu), por meio do Projeto Samu nas Escolas (PSE), promoveu uma
ação educativa com palestras e demonstrações práticas sobre os primeiros
socorros a alunos do ensino fundamental, na Escola Municipal Maria de Lourdes
Bezerra Nunes, localizada na Avenida Dr. Waldemiro Alencar, 100, no bairro de
Mangabeiras, em Maceió.

Com as ações contínuas do PSE, o índice de trotes caiu drasticamente,
saindo de uma média de 45% para apenas 21%. O projeto não apenas ensina
primeiros socorros, como também reflete sobre cidadania, mostrando que uma
ligação falsa pode atrasar o atendimento a quem realmente está em emergência,
consumindo recursos públicos e colocando vidas em risco.
Parcerias
O PSE é fruto de uma parceria entre a Universidade Federal de Alagoas
(Ufal), a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e o próprio Samu, com o
objetivo de apresentar noções de primeiros socorros, explicar o funcionamento
do serviço e, principalmente, conscientizar os mais jovens sobre os danos
causados pelos trotes.
Durante a atividade, acadêmicos de medicina e enfermagem, previamente
selecionados pela coordenação do PSE da Ufal, abordaram temas essenciais para o
dia a dia.
Sobre queimaduras, explicaram que existem três tipos: primeiro grau
(atinge apenas a camada superficial da pele, com vermelhidão e dor), segundo
grau (causa bolhas e atinge camadas mais profundas) e terceiro grau (destrói
todas as camadas da pele, podendo atingir tecidos como músculos e ossos, com
pouca ou nenhuma dor inicial devido à lesão dos nervos).
Os acadêmicos também ensinaram sobre como desengasgar um adulto, um
adolescente e um bebê, através da manobra de Heimlich.
Sobre desmaio, orientaram que, ao perceber alguém desmaiado, deve-se
imediatamente ligar para o 192 para pedir orientação, mas para ajudar a pessoa,
deve deitá-la de barriga para cima e elevar suas pernas, afrouxar roupas e, se
não houver respiração, ajudar um adulto a iniciar massagem cardíaca até a
chegada de uma equipe do Samu.
Quanto a choque elétrico, as crianças aprenderam o passo a passo como
resolver a situação: primeiro passo é desligar a fonte de energia
imediatamente. Caso não seja possível, deve-se afastar a vítima usando material
não condutor, como madeira ou borracha, nunca tocando-a diretamente. Em
seguida, acionar o Samu pelo 192 e verificar a respiração e os batimentos
cardíacos, todos estes procedimentos acompanhados por um adulto.
A diretora geral da Escola Municipal Maria de Lourdes Bezerra Nunes,
Jucicleide Gomes Acioli, destacou a iniciativa. “O Projeto Samu nas
Escolas é importante porque os alunos aprenderam as técnicas de como ajudar as
pessoas e vão repassar essas informações em casa, aos familiares. Isso é muito
bom, porque eles podem ajudar a salvar uma vida”, comentou.
A aluna Bianca Beatriz da Silva Santos, de apenas 7 anos, que cursa o 2°
ano, resumiu com sua linguagem simples o que mais chamou sua atenção. “O
Samu ensinou como ‘desentalar’. Aprendi também o que fazer quando ocorre
queimadura e também sobre desmaio”, disse a criança, que já sabe que uma
informação correta pode fazer toda a diferença em uma emergência.

FONTE: Governo de Alagoas









