
GOVERNO DE ALAGOAS – Polícia Científica de Alagoas celebra importância do DNA na produção de provas periciais
Órgão destaca o uso do material genético como ferramenta essencial para a produção de provas e a elucidação de crimes em alusão ao Dia do DNA
Na rotina da Polícia Científica de Alagoas, o DNA deixa de ser apenas um conceito da biologia e passa a ser uma ferramenta concreta na busca por respostas
Ascom Polícia Científica
*Pedro Sales (*Sob supervisão) / Ascom Polícia Científica
Presente no interior das células
humanas, o DNA é hoje uma das ferramentas mais importantes dos processos
periciais para identificar pessoas em investigações criminais, exames de
parentesco e outras análises forenses. A partir de vestígios quase
imperceptíveis, como uma gota de sangue e um resquício de saliva, é possível
chegar a um perfil genético capaz de identificar um indivíduo.
Por esse motivo, o Dia do DNA é
celebrado no dia 25 de abril, data que marca um dos momentos mais importantes
da ciência: a descoberta da estrutura da molécula por James Watson e Francis
Crick, em 1953. Além disso, a conclusão do Projeto Genoma Humano, em 2003, que
ampliou o conhecimento sobre o código genético humano, também é remetida.

O processo do DNA dentro do Instituto
de Criminalística
No cotidiano, materiais biológicos
coletados em locais de crime são encaminhados ao laboratório de genética
forense, onde passam por uma série de procedimentos até que o DNA possa ser
analisado e transformado em prova técnica. Todo esse caminho segue protocolos
rigorosos, que garantem a confiabilidade dos resultados e sua validade no
processo judicial.
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Depois que o material chega ao
laboratório, ele passa por um processo técnico formado por várias etapas, tendo
início na extração do DNA. As estruturas da célula, que protegem o material
genético localizado no núcleo, precisam ser rompidas por reagentes químicos e
enzimas específicas.

“Para que o DNA possa ser estudado,
ele precisa ser retirado de dentro da célula. Isso envolve quebrar essas
estruturas e expor o material, tornando-o acessível para a análise e permitindo
que a gente trabalhe com ele de forma segura e precisa”, explica Bárbara
Fonseca, chefe do Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística.
Em seguida, ocorre a quantificação,
uma etapa crucial que vai indicar a quantidade de DNA disponível naquela
amostra. O processo mostra, também, se ele está íntegro ou degradado e se será
necessário ajustar a concentração do material que está sob análise antes de
continuar.
Depois vem a amplificação, a qual
uma técnica chamada de Reação em Cadeia da Polimerase, também conhecida como
PCR, é utilizada. A etapa funciona, basicamente, como uma fotocópia,
multiplicando inúmeras vezes a quantidade do DNA presente na amostra,
possibilitando que a análise seja realizada independente do montante de
material genético enviado ao laboratório.
Por fim, é realizada a genotipagem,
que consiste na leitura de regiões específicas do DNA chamadas de marcadores
genéticos que, por sua vez, são altamente variáveis entre as pessoas e
funcionam como uma espécie de “impressão digital genética”.
Resultados obtidos
“O resultado dessa leitura é um
perfil genético expresso em números, que representa os alelos encontrados em cada
marcador analisado. Esse perfil é então comparado com outros, dependendo do
objetivo do exame, seja para identificar uma pessoa, confirmar um vínculo
familiar ou para relacionar um suspeito a um vestígio encontrado”, continua a
chefe do Laboratório de Genética Forense.

Depois de todo o processo realizado,
os resultados são organizados em um laudo que apresenta o perfil genético
obtido, a metodologia utilizada, as comparações realizadas e a interpretação
estatística dos resultados.
O resultado possui essas
especificidades porque, na ciência forense, as conclusões são baseadas em
probabilidades. Em muitos casos, a chance de outra pessoa aleatória apresentar
o mesmo perfil genético é extremamente baixa, o que confere alto grau de
confiabilidade à análise.
Na rotina da Polícia Científica de
Alagoas, o DNA deixa de ser apenas um conceito da biologia e passa a ser uma
ferramenta concreta na busca por respostas. A partir de fragmentos muitas vezes
invisíveis, os peritos conseguem construir evidências que ajudam a esclarecer
fatos, identificar pessoas e fortalecer investigações.
É nesse encontro entre ciência e
justiça que o trabalho da perícia se consolida: transformando pequenos
vestígios em informações capazes de fazer grande diferença na elucidação de casos.
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FONTE: Governo de Alagoas









