NA ONDA – Após acusação sem provas, Gaspar corre para exame de DNA e transforma crise em espetáculo político

O deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) decidiu recorrer a um exame de DNA como resposta pública após ser chamado de “estuprador” pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e pela senadora Soraya Thronicke (PSB-MS). A reação veio em forma de vídeo nas redes sociais, no qual o parlamentar afirma ter sido alvo de uma acusação “covarde, vil e abjeta” por integrantes do Partido dos Trabalhadores.

A iniciativa, anunciada como prova de transparência, também serviu como mais um capítulo de exposição pública em meio à escalada de tensão política. “Quem tem a verdade não teme absolutamente nada”, declarou Gaspar, acrescentando que “o povo brasileiro merece essa resposta imediata”.

A acusação surgiu durante sessão da CPMI do INSS, em 27 de março, quando Lindbergh Farias mencionou o caso. No mesmo dia, ele e Soraya protocolaram uma notícia de fato à Polícia Federal citando a suspeita de estupro de vulnerável e tentativa de ocultação. O documento, no entanto, não apresenta provas materiais e tampouco especifica o período em que o suposto crime teria ocorrido.

Em resposta, Gaspar classificou a denúncia como uma tentativa de desviar o foco político. Segundo ele, o episódio teria sido articulado como “cortina de fumaça” após sua atuação na comissão, onde chegou a pedir a prisão do filho do presidente da República.

Como parte da estratégia de defesa, o deputado divulgou também um vídeo com uma mulher identificada como Lourilene Pereira da Silva, que nega ser sua filha. No depoimento, ela afirma que seu pai biológico é o magistrado Maurício Breda, primo de Gaspar, e apresenta o que diz ser um exame de DNA para comprovar a paternidade.

A jovem relata que só tomou conhecimento da identidade do pai aos 15 anos e descreve a relação entre seus genitores como consensual. O vídeo foi amplamente compartilhado nas redes do parlamentar, reforçando sua linha de defesa pública.

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