GOVERNO DE ALAGOAS – Sesau capacita técnicos de Coruripe para implantação de armadilha que monitora o Aedes aegypti

Denominada de Ovitrampa, a armadilha será implantada em todos os municípios alagoanos que tenham mais de 50 mil habitantes

A capacitação para implantação do monitoramento entomológico do Aedes aegypti no município de Coruripe começou nesta quinta-feira

Ascom Sesau

Fabiano Di Pace / Ascom Sesau

A Secretaria de Estado de Saúde (Sesau) iniciou, nesta quinta-feira (23), uma
capacitação para implantar o monitoramento entomológico do Aedes aegypti por
armadilhas Ovitrampa no município de Coruripe. A capacitação foi
destinada aos agentes de combate às endemias e técnicos de Vigilância em Saúde
do município, além de profissionais que são responsáveis pela instalação,
manutenção e coleta das armadilhas.

 

Segundo o coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses da
Sesau, Clarício Bugarim, a Ovitrampa é uma armadilha de baixo custo, composta
por um recipiente escuro com água e uma palheta de madeira ou papelão que
simula um criadouro natural do mosquito.

 

“As fêmeas do Aedes aegypti, ao buscarem local para depositar seus ovos, são
atraídas pela armadilha e ovipositam na palheta. A palheta é então recolhida
periodicamente, permitindo a contagem dos ovos em laboratório e o cálculo do
Índice de Densidade de Ovos (IDO), que reflete a densidade vetorial na área
monitorada”, ressaltou Clarício Bugarim.

 

O coordenador do Programa Estadual de Controle de Zoonoses da
Sesau destacou que a cidade de Coruripe é o município piloto desta ação.
“As capacitações e implantações da técnica serão expandidas progressivamente a
todos os municípios de Alagoas com mais de 50 mil habitantes, que incluem
Maceió, Arapiraca, Rio Largo, Palmeira dos Índios, União dos Palmares, Penedo,
São Miguel dos Campos, Delmiro Gouveia e Marechal Deodoro, até julho deste ano.

 

Ele explicou que a técnica de
armadilha Ovitrampa possui vantagens como sensibilidade elevada, baixo custo e
fácil operacionalização, além de assegurar um monitoramento contínuo da área ao
longo do ano. “A técnica permite a colheita de dados importantes para que a
gestão de saúde tome decisões como orientar a priorização de áreas para ações
de controle do vetor, ampliando a resposta oportuna a surtos”, explicou
Clarício Bugarim.

 

“Com isso ampliamos a capacidade
técnica dos municípios para o enfrentamento das arboviroses, como Dengue, Zika
e Chikungunya, possibilitando a segurança clínica e bem-estar de todos os
alagoanos”, pontuou.


FONTE: Governo de Alagoas

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