
Trump critica Otan e volta a chamar aliança de “tigre de papel”
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a criticar, nesta quarta-feira (1º/4), a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e classificou novamente a aliança como um “tigre de papel”, ao questionar sua efetividade e o nível de compromisso dos países membros.
“A última coisa que eu precisava era da Otan se intrometendo em nosso caminho. Eles são um tigre de papel”, declarou Trump.
.@POTUS on Iran: “We’ve had some very good allies over there. We’ve had some very bad allies in NATO… we had some asks, and you know, we spend trillions of dollars on NATO… to be honest, I was really asking because I wanted to see what they’d do.” pic.twitter.com/104JCHTvIg
— Rapid Response 47 (@RapidResponse47) April 1, 2026
O republicano retomou, também, o discurso de que os Estados Unidos arcam com custos desproporcionais dentro da aliança. Segundo ele, países membros não têm contribuído de forma adequada e não demonstram disposição suficiente para apoiar operações lideradas por Washington.
As declarações ocorrem em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio e à postura mais cautelosa de membros da aliança diante de pedidos por maior engajamento militar, especialmente relacionados ao conflito envolvendo o Irã.
O republicano também criticou a falta de apoio dos aliados, afirmando que a relação seria “uma via de mão única”.
Crise entre Trump e Otan
EUA pode deixar a aliança?
Outro ponto de tensão envolve o impacto jurídico de uma eventual saída dos EUA da aliança. Parlamentares norte-americanos divergem sobre a possibilidade de retirada unilateral pelo presidente.
Enquanto alguns defendem que seria necessária a aprovação do Congresso, outros apontam que há brechas legais que poderiam permitir maior autonomia do Executivo em tratados internacionais.
A retórica de Trump também menciona a guerra no Irã e críticas indiretas ao presidente russo Vladimir Putin, sugerindo que adversários geopolíticos observam fragilidades na coesão da aliança.
Diante do cenário, aliados da Otan têm evitado respostas mais contundentes, mas reforçam publicamente o compromisso com a defesa coletiva.
FONTE: Metrópoles







