CONFIRA NA ÍNTEGRA – Denúncia aponta negociação de até R$ 400 mil para compra de silêncio sobre suposto estupro em caso envolvendo Alfredo Gaspar

A notícia de fato encaminhada à Polícia Federal nesta sexta-feira (27) pede a abertura de investigação sigilosa contra o deputado federal de Alagoas Alfredo Gaspar. O documento é assinado pelo deputado Lindbergh Farias e pela senadora Soraya Thronicke, que solicitam a adoção de providências urgentes de polícia judiciária, preservação de provas e proteção das pessoas envolvidas. A peça, apresentada como notícia de fato, não representa acusação formal nem juízo de culpa, cabendo às autoridades a verificação dos elementos.

No documento, os parlamentares afirmam ter recebido informações acompanhadas de registros documentais e conversas que indicariam, em tese, a prática de crime sexual contra vulnerável. Segundo o relato, a suposta vítima teria 13 anos à época dos fatos e a violência teria resultado em gravidez e no nascimento de uma criança, cujos dados teriam sido parcialmente identificados pelos noticiantes . A peça também aponta que a jovem não teria sido registrada formalmente como mãe no registro civil, constando a avó como responsável, circunstância que, segundo os autores, exigiria verificação documental e eventual exame biológico.

A notícia de fato encaminhada à Polícia Federal descreve, em tese, a existência de tratativas com pagamento de valores — que poderiam chegar a R$ 400 mil — com o objetivo de garantir silêncio sobre o caso e evitar sua comunicação às autoridades. Segundo o documento, as negociações teriam ocorrido por meio de intermediário e envolveriam pessoas ligadas aos fatos, incluindo a suposta vítima ou seu entorno, sem detalhar de forma individualizada quem teria recebido os valores, cabendo à investigação esclarecer a dinâmica e os responsáveis pelos supostos repasses.

A peça sustenta que os fatos narrados podem, em tese, se enquadrar nos crimes de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal, e fraude processual, além de outros delitos que venham a ser identificados ao longo da apuração. Também menciona a necessidade de preservação imediata de provas digitais e financeiras, diante do risco de desaparecimento de evidências e eventual alinhamento de versões entre os envolvidos.

Entre os pedidos apresentados à Polícia Federal estão a instauração de investigação sob sigilo, a coleta e preservação de elementos probatórios, o rastreamento dos valores mencionados, a oitiva das pessoas envolvidas com protocolos de proteção e a avaliação de inclusão da vítima, da criança e de testemunhas em programas de proteção .

Os autores destacam ainda que, diante da gravidade dos fatos e da possível exposição de pessoas vulneráveis, a tramitação deve ocorrer com restrição de publicidade e cuidado para evitar revitimização. O caso ganhou repercussão pública no contexto da CPMI do INSS, o que, segundo os parlamentares, reforça a urgência na adoção de medidas para garantir a integridade da apuração.

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