
GOVERNO DE ALAGOAS – Prêmio Mulheres que Escrevem Alagoas emociona e reúne gerações na Biblioteca Graciliano Ramos
Cerimônia da 9ª edição celebrou trajetórias femininas na literatura e abriu espaço para novas vozes escolhidas pelo público
Encontro transforma premiação em espaço de escuta, troca e reconhecimento da escrita feminina
Tatiane Almeida
Daniel Borges / Ascom Secult
A manhã do
dia 25 de março foi de encontro, escuta e emoção na Biblioteca Pública Estadual
Graciliano Ramos, em Maceió. A 9ª edição do Prêmio Mulheres que Escrevem
Alagoas reuniu escritoras, leitoras e leitores em uma celebração marcada por
histórias que nascem da palavra, mas ganham corpo na vida.
A cerimônia
seguiu como uma roda de conversa ampliada, onde cada homenageada trouxe consigo
não apenas sua produção literária, mas também suas vivências, seus territórios
e suas formas de ver o mundo.
Ao falar
sobre o significado da premiação, a secretária de Estado da Cultura e Economia
Criativa, Mellina Freitas, lembrou que iniciativas como essa são fruto de um
olhar contínuo para a cultura em Alagoas, com apoio do governador Paulo Dantas.
“Esse é um
momento muito especial porque reúne histórias que muitas vezes começam de forma
silenciosa, mas que ganham força e alcançam outras pessoas. O incentivo do
governador Paulo Dantas tem sido fundamental para que a gente consiga realizar
ações como essa e ampliar os caminhos para quem escreve em nosso estado”,
afirmou.

Para a
supervisora da Biblioteca Pública Estadual Graciliano Ramos, Mira Dantas, a
cerimônia reforça o papel do espaço como ponto de encontro entre quem escreve e
quem lê.
“A gente vê
de perto o quanto essas histórias tocam as pessoas. A biblioteca se enche de
vida quando recebe momentos assim. É bonito perceber o público se reconhecendo
nessas trajetórias e entendendo que a escrita também pode nascer de perto, do
cotidiano”, disse.
Um dos
pontos mais marcantes da manhã foi ouvir as próprias homenageadas. Em falas
cheias de memória e afeto, elas compartilharam os caminhos que as levaram até a
escrita, alguns atravessados pela educação, outros pela arte, pela
ancestralidade ou pelas experiências do dia a dia.
“Pra mim é
uma satisfação muito grande, porque eu já publiquei alguns livros relacionados
a terreiros, teatro e dramaturgia também. Então é uma forma de reconhecimento
dessa produção de conhecimento, produzida dentro dos terreiros e que migra ali
para artes cênicas, como uma forma de investigação. Eu estou aqui representado
as populações do terreiro, as mulheres do teatro, as mulheres de terreiro. E é
muito muito bom ter esse espaço de troca e de visibilidade”, disse Daniela
Beny.
Ao longo da
solenidade, também foram homenageadas Elisabeth Wolbeck Jüngermann, Marta
Moura, Silmara Mendes Costa Santos, Josenilde Barbosa Soares, Maria Rosa da
Silva, Fernanda Janayna, Isis Nalba Albuquerque Cardoso e Lígia dos Santos
Ferreira. Nomes que, cada uma à sua maneira, ajudam a construir e ampliar a
literatura produzida em Alagoas.

Outro
momento de destaque foi a participação do público. Por meio das redes sociais,
leitores indicaram novas escritoras, trazendo para o prêmio vozes que ainda não
haviam passado pela homenagem em edições anteriores.
Dessa
mobilização surgiram nomes como Giovanna Lunetta, Maryana Vieira Dasmaceno e
Gabriela Malta Oliveira Lessa, que agora também passam a integrar esse cenário
de mulheres que escrevem, publicam e movimentam a literatura no estado.
FONTE: Governo de Alagoas


