
FISCALIZAÇÃO NO LITORAL – Procon e Polícia Civil intensificam vistorias para coibir práticas abusivas no Litoral Sul de Alagoas
Após denúncias de turistas na Praia do Gunga, força-tarefa exige transparência em tabelas de preços e pune extorsão em estacionamentos

A movimentação turística recorde neste início de 2026 em Alagoas trouxe à tona um problema recorrente: a exploração comercial abusiva em pontos turísticos. Hoje, 8 de janeiro, uma força-tarefa liderada pelo delegado Círio Mendes e agentes do Procon-AL realizou uma inspeção rigorosa na Praia do Gunga, um dos principais destinos do estado, após relatos de cobranças excessivas e falta de clareza nos cardápios.
A fiscalização constatou que alguns estabelecimentos e operadores de serviços de lazer (como passeios de buggy e quadriciclo) não estavam exibindo tabelas de preços de forma visível, o que fere o Código de Defesa do Consumidor. Além disso, foram investigadas denúncias de “venda casada” e extorsão em estacionamentos privados que operam na região. Os agentes notificaram cinco proprietários, que agora possuem um prazo de 24 horas para adequar a sinalização.
Paralelamente, a operação se estendeu para o monitoramento do preço dos combustíveis na região metropolitana de Maceió. O Procon identificou que, apesar da estabilidade nacional, alguns postos tentaram aplicar reajustes injustificados aproveitando o fluxo de veículos de veraneio. O órgão alerta que o consumidor deve exigir a nota fiscal e denunciar através do número 151 caso perceba variações bruscas de preço em um curto espaço de tempo.
A expectativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo (Sedetur) é que essas ações disciplinem o mercado local para o restante da alta temporada. “O turista que se sente lesado não volta e ainda faz propaganda negativa do destino. Precisamos de um ambiente de negócios justo para sustentar o crescimento do PIB do turismo em Alagoas”, afirmou um representante da pasta durante a operação.

