
ESTRATÉGIA – Cortina de fumaça de JHC tenta apagar rombo de R$ 117 milhões do IPREV

O anúncio de apoio da ex-primeira-dama Marina Cintra (Dantas) ao prefeito de Maceió, JHC, caiu nas redes sociais como se fosse um fato político de grandeza histórica. A turma do prefeito comemorou, “soltou foguete”, vestiu o figurino da euforia, como se um post fosse capaz de redesenhar o mapa eleitoral de Alagoas. Às vezes, barulho demais é exatamente o sintoma de quem quer esconder o que realmente importa.
Porque a verdade é simples: o gesto de Marina é, acima de tudo, uma cortina de fumaça. Uma manobra para desviar o foco de um escândalo gigantesco, vergonhoso, que segue sem respostas convincentes. Os 117 milhões de reais dos aposentados do Iprev, aplicados no Banco Master, continuam sendo a ferida aberta que ninguém da Prefeitura de Maceió quer que o povo olhe de perto.
E não se trata de opinião. Trata-se de números. De dinheiro real. De idosos que trabalharam a vida inteira e agora vivem a insegurança de ver suas economias expostas ao risco por decisões temerárias. Enquanto isso, parte do grupo de JHC finge normalidade, posa para fotos, faz pose de vitória e tenta criar narrativa onde não existe fato político.
O que realmente importa é outra coisa: quem autorizou a aplicação dos recursos? Quem lucrou? Quem foi omisso? Quem se beneficiou? Por que o dinheiro dos aposentados foi parar justamente ali? Onde está a responsabilidade política desse ato? Essas são as perguntas que a Prefeitura de Maceió tenta abafar com movimentos calculados de redes sociais.
Marina pode postar o que quiser. O grupo de JHC pode comemorar o que quiser. Mas os 117 milhões continuam lá sumindo na fumaça do Banco Master, enquanto tentam convencer o povo de que um gesto vazio tem mais valor que a aposentadoria de milhares de famílias.
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