
REBATEU – Rafael Tenório reage a distorção sobre o Bolsa Família e acusa site de manipulação
Senador suplente afirma que defendeu incentivo ao trabalho formal e não criticou o programa social, como divulgou o portal Política Alagoana
O empresário e senador suplente Rafael Tenório rebateu uma publicação do site e perfil Política Alagoana, que, segundo ele, distorceu suas declarações e divulgou de forma irresponsável a informação de que ele teria criticado o programa Bolsa Família. Tenório afirmou que foi vítima de uma manipulação e que suas falas, feitas em vídeo, foram retiradas de contexto com o intuito de gerar polêmica.
No pronunciamento original, o empresário propôs uma discussão sobre a criação de uma lei que permita que beneficiários do Bolsa Família possam ingressar no mercado formal de trabalho sem perder o benefício de forma imediata. Segundo ele, a proposta seria uma forma de “transição” ou “desmame” gradual, com reduções progressivas de 20% no valor do auxílio conforme o trabalhador se estabilizasse no emprego. O objetivo, explicou, é incentivar a formalização, garantir direitos trabalhistas e assegurar uma aposentadoria futura.
“Em momento algum eu critico o Bolsa Família. Eu apenas sugeri que o governo criasse um projeto de lei que permitisse a essas pessoas trabalharem dignamente e receberem seus salários sem perder o benefício de forma abrupta”, afirmou Tenório. Ele também destacou que a realidade atual mostra um receio entre muitos brasileiros que, ao conseguir um emprego formal, temem perder o benefício e acabam aceitando trabalhos sem carteira assinada, ficando sem direitos e sem contribuição previdenciária.
O senador suplente repudiou a forma como o Política Alagoana tratou o tema, acusando o site de inverter o sentido de suas palavras e espalhar desinformação. “Assista ao vídeo. Eu falo várias vezes que não é para tirar o benefício, e sim para permitir que a pessoa trabalhe e aumente sua renda. O que fizeram foi inverter minhas palavras”, disse. Ele ressaltou ainda que sua fala foi motivada pela dificuldade crescente de encontrar trabalhadores dispostos a atuar em determinadas funções, justamente por medo de perder os benefícios sociais, e que o problema poderia ser resolvido com uma legislação mais justa e equilibrada.
“Não é justo que o cidadão precise escolher entre ter o benefício e ter um emprego. O governo deveria permitir que ele trabalhasse para melhorar sua renda e sua vida”, concluiu. A repercussão do caso reacendeu o debate sobre o papel da imprensa local e os riscos das manchetes distorcidas, especialmente nas redes sociais, onde informações falsas ganham grande alcance antes mesmo de serem verificadas.
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