RUSGA – Renan critica Lira e promete impedir nova “chantagem” com o Imposto de Renda

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) subiu o tom contra o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), ao afirmar que não aceitará “nova chantagem” envolvendo o projeto de isenção do Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5 mil.

Durante cerimônia de entrega de máquinas agrícolas a prefeituras alagoanas, na última sexta-feira (17), em Maceió, Renan afirmou que o texto aprovado na Câmara sofreu distorções “para favorecer os mais ricos”. O evento contou com a presença do ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, do governador Paulo Dantas e do senador Fernando Farias.

“O projeto do Imposto de Renda foi usado como instrumento de chantagem. Não vamos permitir que isso aconteça novamente. O Senado vai corrigir as distorções e mandar o texto direto para a sanção do presidente Lula”, declarou Renan, em crítica indireta a Lira, que relatou a proposta na Câmara.

Ritmo acelerado no Senado

Agora relator da matéria no Senado, Renan disse que pretende concluir a tramitação em até 30 dias. Ele prometeu uma análise técnica e “sem interferências políticas”, com audiências públicas e reuniões já agendadas na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE).

“O que veio da Câmara foi alterado para favorecer quem ganha mais e dificultar o benefício para os trabalhadores. Vamos corrigir isso. A população não pode continuar esperando por causa de disputas políticas”, reforçou.

O senador defende que a reforma tributária promova justiça social: “Quem ganha até R$ 5 mil deve ser isento. Quem vive do trabalho paga imposto todo mês, enquanto os mais ricos ainda encontram formas de escapar. Isso precisa mudar.”

Parceria com municípios

As declarações foram dadas durante a entrega de 30 máquinas agrícolas destinadas à agricultura familiar, resultado de emendas parlamentares dele e de Fernando Farias. Renan aproveitou o evento para anunciar novas entregas até o fim do ano e confirmar a inauguração da nova sede da Embrapa em Alagoas, em dezembro.

“Esse projeto é bom para o país e justo com quem trabalha. Não pode continuar servindo a barganhas políticas. O Senado vai votar com responsabilidade e rapidez”, concluiu.