
BRASIL – CNJ investiga erros do Judiciário em prisão por engano no RJ; diarista libertada após 3 dias de equívoco
O corregedor Nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell, determinou medidas para esclarecer o caso, que veio à tona na quarta-feira através do portal G1. Campbell solicitou que os tribunais de Justiça do Rio de Janeiro e de Minas Gerais prestem esclarecimentos em até 48 horas. Além disso, o Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário, do CNJ, também pediu explicações ao grupo responsável pelo monitoramento de prisões no Rio de Janeiro, visando identificar as ações tomadas para corrigir o erro e evitar reincidências.
Um dos possíveis equívocos a serem investigados é a demora de três dias para a realização da audiência de custódia, que deveria acontecer em até 24 horas conforme as normas vigentes. Além disso, o juízo responsável pela audiência de custódia não determinou a soltura imediata da diarista após constatar o erro, mas preferiu acionar o juízo de Minas Gerais, onde tramita o mandado de prisão equivocado.
A atitude do juízo em enviar a documentação para outro estado atrasou ainda mais a libertação de Debora. O CNJ, por sua vez, afirmou não ter encontrado falhas no Banco Nacional de Medidas Penais e Prisões relacionadas ao caso. O órgão reconheceu a seriedade do ocorrido e ressaltou a importância da audiência de custódia na reparação de equívocos desse tipo.
Portanto, o CNJ segue acompanhando de perto o desenrolar desse caso para garantir que as medidas corretivas sejam tomadas e que situações semelhantes sejam evitadas no futuro. A diarista teve sua liberdade conquistada após passar três dias injustamente detida, o que levanta questões sobre a eficiência e rapidez do sistema judiciário nas situações de erro como essa.

