BRASIL – Justiça do Rio realiza mais de 1.400 audiências em ação contra violência de gênero, priorizando direitos e proteção às mulheres.

A Justiça do Rio de Janeiro está realizando um importante trabalho focado na proteção e garantia dos direitos das mulheres. Até esta sexta-feira (14), foram agendadas 1.449 audiências e 15 sessões de julgamento de crimes contra a mulher, todos relacionados à violência de gênero. Essa iniciativa é promovida pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), demonstrando o comprometimento do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) em combater a violência contra as mulheres.

O objetivo principal dessa ação é fortalecer as ações do tribunal na garantia dos direitos e proteção às mulheres, oferecendo uma resposta mais rápida às vítimas, suas famílias e à sociedade como um todo. Esse trabalho ganha ainda mais relevância neste mês, em que celebramos o Dia Internacional da Mulher (8 de março), destacando a importância de ações concretas para combater a violência de gênero.

Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), diariamente, cerca de 22 mulheres são vítimas de violência em todo o estado do Rio de Janeiro. Diante desse cenário alarmante, iniciativas como o programa Justiça Pela Paz em Casa, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), são fundamentais para ampliar a efetividade da Lei Maria da Penha e promover uma sociedade mais justa e segura para as mulheres.

A Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar do TJRJ é composta majoritariamente por mulheres, sendo 13 dos 16 membros magistradas, o que mostra a sensibilidade e o comprometimento feminino nessa causa. Além disso, a Coem desenvolve diversos projetos e ações para aprimorar as políticas do Poder Judiciário no combate à violência contra as mulheres, reforçando o compromisso do tribunal com essa causa.

Para a coordenadora de Projetos Especiais da Coem, juíza Camila Rocha Guerin, a Semana Justiça pela Paz em Casa vai além de acelerar processos relacionados à violência doméstica. É uma oportunidade para promover melhorias nos fluxos de atendimento e processuais, reflexão sobre ações sociais construtivas e capacitação. A comunicação interinstitucional é fundamental nesse processo de combate à violência de gênero, e iniciativas como essa refletem o compromisso do poder judiciário em garantir a proteção e os direitos das mulheres.