
BRASIL – Escolas de Samba do RJ recorrem à Liesa por notas na apuração: multas, rebaixamentos e disputa pelo título em jogo.
A polêmica envolvendo as escolas é intensa. A Grande Rio, que ficou em segundo lugar por apenas um décimo, está tentando dividir o título com a Beija-Flor, questionando a pontuação recebida no quesito Bateria. O jurado Ary Jaime Cohen justificou a penalização da escola alegando falta de sincronia entre os instrumentos, enquanto a jurada Geiza Carvalho apontou a ausência de projeção sonora dos curimbós utilizados pela bateria.
Já a Unidos de Padre Miguel, que acabou sendo rebaixada para a Série Ouro, alega que as justificativas dos jurados apresentam inconsistências graves. A escola atribui essa situação a uma falha técnica no caminhão de som, que não seria de responsabilidade da agremiação.
O caso que mais chamou atenção foi o da Unidos da Tijuca, que recebeu uma multa de R$ 80 mil por supostamente ter excedido o tempo reservado para retirar suas alegorias da avenida. A escola nega ter deixado qualquer adereço no local e alega que não prejudicou a Beija-Flor, que desfilou logo em seguida.
Além disso, a Unidos de Padre Miguel foi penalizada por usar trechos em iorubá, língua de origem africana, em seu samba-enredo. A jurada Ana Paula Fernandes retirou um décimo da nota da escola, alegando dificuldade de compreensão devido ao idioma utilizado.
Esses recursos apresentados pelas escolas do carnaval do Rio de Janeiro estão sendo analisados pela Liesa, que afirmou seguirá o regulamento do carnaval para lidar com as contestações. A decisão final sobre as notas e classificações ainda não foi divulgada, gerando expectativa e ansiedade no mundo do samba.



Eu acho uma falta de respeito a consciência afro brasileira.
Discriminação