
BRASIL – Brasil confirma primeiro caso de infecção pela cepa 1b da Monkeypox, vinda da República Democrática do Congo
De acordo com o Ministério da Saúde, o caso no Brasil foi confirmado por meio de exames laboratoriais, incluindo o sequenciamento para identificar o agente infeccioso. O genoma completo obtido é muito semelhante aos casos detectados em outros países, o que levanta preocupações sobre a disseminação da doença.
Até o momento, não foram identificados casos secundários relacionados ao primeiro caso confirmado no Brasil. As autoridades de saúde estão realizando o rastreamento de possíveis contatos da paciente para evitar a propagação da mpox no país.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) já foi informada sobre o caso no Brasil, e o Ministério da Saúde, juntamente com as secretarias estadual e municipal de saúde, solicitou o reforço da rede de vigilância epidemiológica e o acompanhamento da busca ativa de pessoas que tiveram contato com a paciente.
Em resposta à declaração de emergência em saúde pública global por mpox, decretada pela OMS em agosto de 2024, o Ministério instituiu o Centro de Operações de Emergências (COE) para a doença, que permanece ativo para centralizar e coordenar as ações de combate à enfermidade.
Ao longo de 2024, o Brasil registrou 2.052 casos de mpox, sendo 115 relacionados a diferentes cepas da doença. Até o momento, nenhum óbito por mpox foi identificado no país, mas a maioria dos pacientes apresenta sintomas leves ou moderados.
A mpox é causada pelo vírus Monkeypox e pode ser transmitida entre pessoas, bem como do ambiente para indivíduos por meio de objetos e superfícies contaminadas. A doença pode manifestar uma série de sintomas, sendo a erupção cutânea o mais comum, seguido de febre, dor de cabeça, dores musculares, entre outros.
A mpox é endêmica em regiões da África desde a década de 1970, com destaque para a recente circulação da cepa 1b em diversos países ao redor do mundo, incluindo o Brasil. A vigilância e as medidas de controle são essenciais para evitar a propagação da doença e proteger a saúde da população.


