
BRASIL – Oito estados das regiões Norte e Centro-Oeste apresentam níveis de alerta ou risco para Síndrome Respiratória Aguda Grave, aponta boletim da Fiocruz.
Essa complicação respiratória, caracterizada por sintomas como dificuldade para respirar, sensação de peso no peito e queda na saturação de oxigênio, requer tratamento hospitalar e apresenta um quadro clínico grave. Entre os estados que se encontram em risco estão Roraima, Pará, Goiás, Tocantins e o Distrito Federal. Já em situação de alerta, estão Amazonas, Mato Grosso, Rondônia e Sergipe, que é o único estado fora das regiões Norte e Centro-Oeste a apresentar essa condição.
Além disso, o boletim revela um aumento no número de casos de SRAG em crianças e adolescentes, com destaque para as faixas etárias até 2 anos e de 2 a 14 anos. Diferentes vírus respiratórios estão associados aos casos nessas faixas etárias, como o vírus sincicial respiratório em crianças até 2 anos e o rinovírus em crianças de 2 a 14 anos.
Em relação aos dados de 2025, o Brasil já soma 16 mil casos de SRAG, com 34,3% desses casos com resultado positivo para vírus respiratórios. O Sars-CoV-2, responsável pela covid-19, é o vírus mais identificado, seguido pelo rinovírus, VSR e influenza A e B. No total, foram registradas 1.338 mortes por SRAG em 2025, com destaque para o Sars-CoV-2 como vírus causador em 81% dos casos.
Diante desse cenário preocupante, a pesquisadora Tatiana Portella enfatiza a importância de medidas de precaução, como o isolamento em caso de sintomas de gripe e resfriado, o uso de máscara e a manutenção do esquema vacinal completo contra a covid-19. A vacinação, disponível gratuitamente em unidades de saúde em todo o país, é essencial para proteger a população de formas graves da doença. Além disso, o Ministério da Saúde reforça a importância de seguir as recomendações para a vacinação contra a covid-19, especialmente neste momento pós-carnaval.


