BRASIL – Embaixador André Correa do Lago destaca importância da COP30 em transição para ação climática efetiva em Belém, no Brasil.

O embaixador André Correa do Lago, em discurso durante uma reunião informal na Assembleia Geral da ONU, em Nova York, destacou a importância da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30) que será realizada em Belém (PA). Corrêa do Lago ressaltou que este evento representa uma transição crucial da fase de negociação para a implementação efetiva de ações no combate às mudanças climáticas.

Durante o seu pronunciamento, o embaixador enfatizou a necessidade de fortalecer a governança climática e agir com rapidez e eficiência na tomada de decisões e na implementação das mesmas. Ele afirmou que o Brasil espera que a COP30 possa impulsionar três dimensões importantes: proteger e expandir o legado institucional da Convenção do Clima, conectar as negociações políticas à prática e acelerar a implementação do Acordo de Paris.

Uma das questões destacadas por Corrêa do Lago foi a entrega das Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs), cujo prazo foi estendido devido à baixa adesão dentro do prazo inicial. O embaixador ressaltou a importância dos líderes nacionais cumprirem seus compromissos para limitar o aumento da temperatura global a 1,5 graus, lembrando o impacto direto que esta questão tem na vida humana, nos empregos futuros e no meio ambiente.

Além disso, Corrêa do Lago destacou o sucesso da cooperação entre Emirados Árabes, Azerbaijão e Brasil, presidentes da COP28 e sucessores, ressaltando avanços como o Balanço Global de Carbono, mecanismo essencial para avaliar o cumprimento das metas de longo prazo estabelecidas no Acordo de Paris. O embaixador afirmou que o reforço dos instrumentos de multilateralismo é fundamental para reverter as intervenções humanas prejudiciais ao planeta.

Por fim, Corrêa do Lago ressaltou a importância da nação amazônica sediar as negociações globais neste momento crucial da urgência climática. Ele enfatizou a necessidade de um modelo de desenvolvimento adequado para a região, sem romantização da floresta, mas reconhecendo a sua importância vital no combate às mudanças climáticas.