
BRASIL – 40 anos depois, o Axé ressurge como memória e inspiração para novos artistas independentes da Bahia
A cantora Márcia Castro é um exemplo dessa nova relação com o Axé. Em 2021, ela lançou o álbum “Axé”, com participações especiais de grandes nomes da música baiana, como Margareth Menezes, Daniela Mercury e Ivete Sangalo. Em 2024, a artista revisitou a cena com o LP “Roda de Samba Reggae”, incluindo releituras de sucessos gravados por grupos como Chiclete com Banana e Cortejo Afro.
De acordo com Márcia Castro, sua relação com o Axé passou por uma fase de repulsa, reavaliação e respeito ao longo de sua carreira. Inicialmente, a cantora era contra a cultura predominante do Axé na Bahia, devido à sua mercantilização e padronização musical. No entanto, com o tempo, Márcia passou a enxergar a riqueza e a importância desse movimento para a cultura, a música e a economia baiana como um todo.
Outras artistas independentes, como Ayassi e Josiara, também prestaram homenagens ao Axé em seus trabalhos musicais. Ayassi, em 2023, gravou uma versão da música “Se Você Se For” da Timbalada, misturando diversas referências musicais, enquanto Josiara lançou em 2024 o álbum “Mandinga Multiplicação – Josiara Canta Timbalada”, com sucessos do grupo e da Banda Asa de Águia.
Projetos de releituras do Axé também têm sido desenvolvidos por outras bandas e artistas, como a banda Suinga, que se inspira em precursores do gênero, e o Bloco do Silva, álbum do cantor e compositor capixaba que revisita temas de nomes consagrados do Axé como Ara Ketu e Carlinhos Brown. Assim, a presença do Axé na música baiana continua viva e influenciando novas gerações de artistas independentes.




