
BRASIL – Escolas de samba brilham com recursos inovadores e homenagens às religiões de matriz africana no Sambódromo do Rio de Janeiro.
A abertura ficou por conta da Unidos de Padre Miguel, vencedora da Série Ouro de 2024 e que voltou ao Grupo Especial após mais de 50 anos. Com o enredo “Egbé Iyá Nassô”, a escola homenageou Iyá Nassô, uma das fundadoras do Candomblé da Bahia. O desfile contou com elementos marcantes, como o Boi Vermelho, representando Xangô, e a presença dos filhos do Terreiro Casa Branca do Engenho Velho.
Em seguida, a Imperatriz Leopoldinense trouxe o enredo “Ómi Tútu ao Olúfon – Água fresca para o senhor de Ifón”, que trata da cerimônia das águas de Oxalá, com a viagem mitológica do orixá ao reino de Xangô. A escola destacou a importância das narrativas da cultura iorubá, transmitindo conhecimento e valores por meio de histórias sagradas.
A terceira escola a desfilar foi a Unidos do Viradouro, atual campeã, com o enredo “Malunguinho: o Mensageiro de Três Mundos”, que homenageou o líder quilombola Malunguinho. O desfile contou com adereços em neon e carros alegóricos impactantes, além de emocionar a integrante Duda Almeida, grávida de sua primeira filha.
Fechando a noite, a Estação Primeira de Mangueira apresentou o enredo “À Flor da Terra – No Rio da Negritude Entre Dores e Paixões”, que exaltou a cultura bantu e a resistência negra no Rio de Janeiro. O desfile trouxe elementos simbólicos que conectam África e América, ressaltando a importância da justiça social.
As escolas cumpriram o tempo determinado de desfile e foram avaliadas em nove quesitos. O resultado será divulgado na quarta-feira (5), quando conheceremos a campeã do Grupo Especial. Os desfiles continuam hoje com mais escolas se apresentando e encerram na terça-feira. Agora é aguardar para ver quem levará o título de campeã do Carnaval carioca.




