
BRASIL – Defesa de Robinho recorre ao STF para soltura após condenação por estupro na Itália, alegando omissão dos ministros.
No recurso apresentado pela defesa, o advogado José Eduardo Alckmin argumenta que houve omissão por parte dos ministros do Supremo ao julgar um habeas corpus contra Robinho, o que justificaria a suspensão do cumprimento da pena. O principal argumento da defesa é que o plenário do Supremo não teria abordado a controvérsia em relação à aplicação da Lei de Imigração ao caso de Robinho. Segundo a defesa, a lei que serviu de base para a homologação da sentença de Robinho não poderia retroagir para prejudicá-lo, uma vez que o crime ocorreu antes da sanção da referida lei.
A petição apresentada pela defesa destaca que o Artigo 100 da Lei de Imigração, que permitiu o cumprimento de sentenças estrangeiras no Brasil, tem natureza penal e, portanto, não poderia retroagir para prejudicar o réu, conforme princípio constitucional. O recurso, do tipo embargo de declaração, possui sete páginas e será analisado primeiramente pelo ministro relator, Luiz Fux, que poderá solicitar a manifestação do Ministério Público antes de tomar uma decisão. A defesa de Robinho busca agora reverter a prisão do ex-jogador com base em argumentos legais relacionados à homologação da sentença e à aplicação da legislação vigente.


