
BRASIL – Intenção de compra das famílias cresce em janeiro, segundo índice da CNC, apontando satisfação e confiança no futuro
O ICF é um indicador essencial que avalia o potencial de vendas do comércio, sendo calculado mensalmente pela CNC. Ele reflete o nível de satisfação ou insatisfação dos consumidores, sendo que valores abaixo de 100 pontos indicam insatisfação e acima de 100 pontos satisfação.
No mês de janeiro, o índice demonstrou satisfação por parte dos consumidores, indicando uma confiança no futuro, apesar dos desafios econômicos atuais. A CNC observou que famílias com maior renda e mulheres foram mais cautelosas em relação ao consumo. As famílias com renda superior a 10 salários mínimos apresentaram uma queda de 0,2% em relação a dezembro de 2024, enquanto as de renda mais baixa tiveram um avanço de 0,3%.
Ao analisar a comparativa anual, percebeu-se que a intenção de consumo entre as mulheres caiu 1,4% em janeiro de 2025 em comparação a janeiro de 2024, enquanto entre os homens a queda foi de 0,4%. Segundo a CNC, as restrições ao crédito e as perspectivas profissionais são os principais motivos dessas reduções.
O acesso ao crédito mostrou-se como um ponto sensível, sendo que a satisfação das pessoas em relação a este indicador diminuiu 0,8%. O aumento dos juros afeta diretamente o consumo, uma vez que o crédito é essencial para movimentar o comércio.
Apesar da queda de 0,3%, o Emprego Atual segue como o subindicador mais bem avaliado da ICF, demonstrando a confiança dos consumidores no mercado de trabalho. A Perspectiva Profissional para os próximos meses também teve um aumento de 0,3% em janeiro, chegando a 114,2 pontos, indicando a esperança das famílias em uma melhoria econômica.
Portanto, o cenário econômico atual reflete a confiança dos consumidores no futuro, apesar dos desafios e das cautelas observadas nas decisões de consumo. A análise da CNC ressalta a importância de considerar o papel das mulheres como principais provedoras em muitas famílias, o que pode influenciar a postura prudente adotada por elas diante da instabilidade econômica.


