
BRASIL – Copom decide elevar Selic em 1 ponto percentual, pressionado pela alta do dólar e dos alimentos, na primeira reunião sob novo presidente do BC
Sob o novo comando do presidente do BC, Gabriel Galípolo, o Copom tem a missão de lidar com o agravamento das incertezas externas e os ruídos causados pelo pacote fiscal do governo, que influenciaram na necessidade de aumento dos juros básicos no início de 2025. A ata da última reunião já indicava que os juros seriam elevados em 1 ponto percentual nas reuniões de janeiro e março.
A inflação também é um fator determinante para essa elevação da Selic. O Copom alertou para o prolongamento do ciclo de alta da taxa básica de juros, reafirmando a necessidade de uma política monetária contracionista. As projeções apontam para um aumento da inflação, que pode ultrapassar o teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, chegando a 5,5%.
A taxa Selic é um instrumento importante para controlar a inflação e influencia diretamente na economia, afetando as negociações de títulos públicos e as demais taxas do mercado. Quando o Copom aumenta a Selic, busca conter a demanda aquecida e controlar os preços. Por outro lado, a redução da Selic incentiva a produção e o consumo, estimulando a atividade econômica.
Com a implementação do novo sistema de meta contínua, a meta de inflação é ajustada mensalmente, levando em consideração a inflação acumulada em 12 meses. A previsão é de que a inflação encerre 2025 em 4,5%, mas essa estimativa pode ser revisada conforme o comportamento do dólar e da inflação. O próximo relatório será divulgado no fim de março, trazendo mais informações sobre a perspectiva econômica do país.


