
BRASIL – Israel se prepara para aprovar acordo de cessar-fogo em Gaza após aval do gabinete de segurança; conselho de ministros irá deliberar
O comunicado emitido pelo gabinete do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu ressalta que, após uma análise minuciosa dos aspectos diplomáticos, de segurança e humanitários, ficou claro que o acordo proposto contribuiria para alcançar os objetivos da guerra. O gabinete de segurança, composto por ministros vinculados à área de segurança, recomendou ao governo que aprove a estrutura proposta, mas a última palavra será dada pelo conselho de ministros.
Mesmo com a aprovação parcial do acordo, as autoridades israelenses já orientaram as famílias dos reféns a se prepararem para a recepção dos prisioneiros do Hamas. No entanto, parte do gabinete de Netanyahu se mostra contrária ao cessar-fogo. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Bem-Gvir, defendeu publicamente a rejeição do acordo e pediu apoio de seus colegas do Likud e do Sionismo Religioso para interromper o processo.
O acordo em questão estabelece uma primeira fase de seis semanas de trégua, com a gradual retirada das forças israelenses de Gaza e a libertação de 33 reféns mantidos pelo Hamas em troca de palestinos detidos por Israel. A etapa final do acordo prevê a discussão sobre um governo alternativo em Gaza e planos para a reconstrução da região devastada pelos confrontos.
Apesar da mediação do Catar e dos Estados Unidos nas negociações, Israel continuou bombardeando Gaza mesmo após o anúncio do cessar-fogo, resultando em mais de 100 mortes na região. As Forças de Defesa de Israel (FDI) reportaram ataques a 50 alvos ligados ao Hamas e à Jihad Islâmica em Gaza nas últimas 24 horas.
Desde o início do conflito, em 7 de outubro de 2023, mais de 46 mil moradores de Gaza foram mortos, a maioria mulheres e crianças. Do lado israelense, pelo menos 1,2 mil pessoas perderam a vida no ataque do Hamas e outras 220 foram feitas reféns. A situação na região continua crítica, com a comunidade internacional acompanhando de perto os desdobramentos e a possível efetivação do cessar-fogo.


