BRASIL – Policial militar que matou estudante de medicina em hotel na Vila Mariana tem pedido de prisão preventiva negado pela Justiça

Na tarde desta terça-feira (14), a Justiça de São Paulo decidiu negar o pedido de prisão preventiva do policial militar Guilherme Augusto Macedo, que é acusado de matar o estudante de medicina Marco Aurélio Cardenas Acosta com um tiro à queima-roupa em um hotel na Vila Mariana, em São Paulo, no último dia 20 de novembro.

A juíza responsável pelo caso, Luciana Scorza, justificou sua decisão levando em consideração que o policial é réu primário, possui residência fixa e não tentou obstruir as investigações em andamento. Scorza afirmou em seu despacho que não há evidências de periculosidade social por parte do denunciado no momento atual, não justificando a prisão preventiva neste estágio do processo.

O pedido de prisão preventiva havia sido feito pela Polícia Civil com base nas conclusões do inquérito sobre o incidente. Além disso, o policial militar também foi indiciado no Inquérito Policial Militar (IPM) por homicídio doloso e está afastado de suas funções, assim como o outro policial que o acompanhava na ocasião, Bruno Carvalho do Prado.

Segundo consta no inquérito da polícia civil, o policial militar teria assumido o risco de causar a morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta ao utilizar a arma de fogo de forma ilegítima para repelir uma suposta ameaça. O estudante estava desarmado e, após reagir à tentativa de prisão por parte dos policiais, foi alvejado durante a abordagem, sendo todo o ocorrido registrado pelas câmeras de segurança do hotel.

Diante desse desfecho, o caso segue sendo acompanhado de perto pelos envolvidos e pela opinião pública, que aguarda por maiores desdobramentos e por justiça no caso da morte de Marco Aurélio Cardenas Acosta.