
BRASIL – Presidente dos EUA retira Cuba da lista de países que patrocinam terrorismo e alivia sanções para melhorar economia da ilha.
Essas decisões foram vistas como uma tentativa de aliviar a crise econômica enfrentada pela ilha, que perdeu 10% de sua população de 2022 para 2023, com muitos imigrando para os EUA. Segundo especialistas, apesar de limitadas, as medidas podem ter um impacto positivo na situação econômica de Cuba.
O governo Biden justificou as mudanças como parte de um acordo entre a Igreja Católica, liderada pelo Papa Francisco, e o governo cubano, que resultou na libertação de 553 pessoas presas. A secretária de imprensa da Casa Branca, Karine Jean-Pierre, mencionou que as ações visam promover os direitos humanos do povo cubano.
O presidente de Cuba, Miguel Diáz-Canel Bermúdez, agradeceu a decisão, mas ressaltou que o bloqueio econômico contra a ilha ainda está em vigor. No entanto, ele expressou a vontade de construir uma relação “civilizada e respeitosa” entre os países.
O Ministério das Relações Exteriores de Cuba destacou que várias medidas coercitivas unilaterais continuam em vigor, prejudicando o desenvolvimento e a recuperação econômica da ilha. O Brasil também se manifestou, comemorando as ações de Biden como um ato de reparação e restabelecimento da justiça.
Especialistas do Centro de Pesquisa Econômica e Política (Cerp) afirmaram que as mudanças tardias de Biden podem ajudar a conter a imigração cubana para os EUA e melhorar as condições econômicas em Cuba. Eles ressaltaram a importância de aliviar as sanções econômicas como forma de abordar as causas raiz da imigração.
Em meio a essa decisão, Cuba lembra que enfrenta há mais de 60 anos um bloqueio econômico pelos Estados Unidos, o que tem impactado significativamente a economia e a população cubana. A reaproximação entre os dois países, iniciada durante o governo de Barack Obama e agora reforçada por Biden, é vista como um passo positivo na busca por uma relação mais harmoniosa e colaborativa.


