Denúncias de violação de direitos humanos em Alagoas atingem novo recorde em 2024, ultrapassando 30 mil ocorrências registradas.

Alagoas, um dos estados do Nordeste brasileiro, tem sido palco de um aumento significativo no número de denúncias de violações de direitos humanos. De acordo com dados divulgados pela Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em 2024 foram registradas mais de 37 mil ocorrências, representando um aumento de 22% em relação ao ano anterior.

Os dados apontam que a maioria das denúncias está relacionada a violações de direitos de crianças e adolescentes, seguido por pessoas idosas e com deficiência. A secretária executiva da Cidadania da Secretaria de Estado da Cidadania e da Pessoa com Deficiência (Secdef), Lidiane Ferraz, ressalta a importância desses números como reflexo do maior conhecimento e conscientização da população sobre seus direitos.

No entanto, o aumento no número de denúncias também revela um cenário preocupante de violações que ainda persistem na sociedade alagoana. Durante as campanhas Maio Laranja e Junho Violeta, foram registrados picos de denúncias, demonstrando a necessidade de intensificar os esforços na proteção dos direitos humanos.

Além disso, os dados indicam uma mudança no perfil dos agressores, com um aumento significativo no número de mulheres apontadas como suspeitas de agressões, em comparação com anos anteriores. Isso evidencia a necessidade de políticas e ações que abordem questões de gênero e promovam a igualdade e o respeito entre os cidadãos.

Para combater essas violações, o estado de Alagoas disponibiliza diversos mecanismos de denúncia, como o Disque 100, a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos, além de canais no WhatsApp, Telegram e videochamadas em Libras para pessoas surdas ou com deficiência auditiva. A atuação conjunta entre órgãos governamentais, sociedade civil e a população em geral é fundamental para garantir o respeito e a proteção dos direitos humanos em Alagoas.