BRASIL – Projeção de inflação para 2025 aumenta para 5%, mostra Boletim Focus; Selic deve ficar em 15% no mesmo ano.

O mercado financeiro apresentou um ligeiro aumento na projeção da inflação para o ano de 2025, de acordo com a última edição do Boletim Focus divulgada nesta segunda-feira (13). A projeção para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,99% para 5%, marcando uma tendência de crescimento nas estimativas. Há quatro semanas, a projeção para o mesmo ano era de 4,6%, indicando uma elevação gradual nas expectativas inflacionárias.

A pesquisa Focus, realizada por economistas do mercado financeiro e divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), também trouxe projeções para os anos seguintes. Para 2026, a projeção de inflação foi ajustada para 4,05%, ante os 4,03% da semana anterior. Em relação ao ano passado, o IPCA encerrou em 4,83%, superando o limite máximo da meta estabelecida em 4,5%.

Desde a adoção do regime de metas de inflação em 1999, o IPCA ultrapassou o teto da meta por oito vezes, sendo a última vez registrada no ano passado. Esses dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na última sexta-feira (10), evidenciando a persistência de pressões inflacionárias no cenário econômico nacional.

Além das projeções de inflação, o Boletim Focus também trouxe informações sobre o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) e a taxa básica de juros, a Selic. Para o PIB de 2025, a projeção se manteve em 2,02%, indicando uma expectativa de crescimento econômico moderado. Já em relação à Selic, a projeção para 2025 é de 15%, refletindo a postura mais contracionista do Banco Central diante do desafio de controlar a inflação.

No contexto cambial, a previsão de cotação do dólar também foi mencionada no Boletim Focus, com expectativas de estabilidade e aumento da moeda norte-americana em relação ao real nos próximos anos. Esses dados refletem a complexidade e os desafios enfrentados pela economia brasileira, que busca equilibrar o controle da inflação, o crescimento econômico e a estabilidade cambial em um cenário de incertezas e volatilidade nos mercados financeiros.