
BRASIL – Mercado financeiro prevê alta na inflação e cotação do dólar em 2025, com projeções pessimistas para Selic e PIB.
Esses números contrastam com as previsões oficiais do governo federal, que estima um IPCA de 3,1% para este ano, conforme previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2025. A discrepância entre as projeções do mercado e do governo reflete as incertezas econômicas e a volatilidade dos mercados internacionais.
Para controlar a inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 12,25% ao ano. Para atingir a meta de inflação, o Copom aumentou essa taxa na última reunião de dezembro, diante do cenário de alta do dólar e das incertezas econômicas globais. As projeções indicam que a Selic deve subir ainda mais ao longo de 2025, com expectativas de atingir 15% até o final do ano.
Em relação ao dólar, as projeções apontam para uma cotação de R$ 6 no final de 2025, mantendo a tendência de valorização que vem sendo observada nas últimas semanas. Para os anos seguintes, a expectativa é de estabilidade, com o mercado prevendo uma cotação de R$ 5,90 em 2026 e R$ 5,80 em 2027.
Quanto ao Produto Interno Bruto (PIB), as projeções indicam um crescimento de 2,02% para 2025, uma leve alta em relação às estimativas anteriores. Para os anos seguintes, as expectativas são de crescimentos mais moderados, com projeções de 1% em 2026 e 2% em 2027. Esses números refletem a confiança do mercado na recuperação econômica do país, apesar das incertezas globais.


